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domingo, 5 de junho de 2016

Medo do TCC? 2a. Dica

Por: Ludmila R. Carvalho
Vamos seguir em nossa série de vídeos para ajudar você a superar o medo do TCC.


Dica #2 - FAÇA UMA PERGUNTA!


Toda pesquisa, toda descoberta, toda invenção e inovação produzida pela espécie humana partiu de uma pergunta.
Já pensou nisso?

Desde o tempo das cavernas, os homens buscavam respostas para seus problemas no dia a dia. Como proteger a tribo? Como alimentar a tribo de forma mais eficiente? Como caçar animais maiores?

Claro, talvez eles não fizessem literalmente essas perguntas, mas desenvolveram ferramentas, estratégias a partir da busca para resolução de problemas - Uma pergunta é um problema.
Então, toda pesquisa, ou, todo trabalho científico tem um problema: O PROBLEMA de PESQUISA. 

Esse problema pode ser colocado em forma de pergunta. Alguns autores chamam de Pergunta de pesquisa, ou pergunta de partida.
É seu ponto inicial, ou seja, é o momento de pensar sobre o que gostaria de pesquisar.

Portanto, todo trabalho científico parte de uma pergunta. Qual é a sua?



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sábado, 4 de junho de 2016

Medo do TCC? 1a. Dica

O TCC não precisa ser um pesadelo!
Aproveite nossas dicas para prosseguir em seu processo com tranquilidade, prazer e sem traumas:

Foto: Caio Miranda


Dica #1 - LEIA!


Seja em formato de monografia ou de artigo, o seu TCC é um trabalho escrito. Portanto, não é fácil realizar uma produção escrita sem que antes haja muita leitura.
Mas, não é ler qualquer coisa, não. Você precisa ler textos científicos, acadêmicos.
Então, se o TCC é um trabalho científico, você precisa conhecer um trabalho científico. Deve se acostumar com a linguagem científica, com a estrutura desse tipo de trabalho. 
Portanto, é importante ler artigos científicos, monografias, dissertações, teses, antes de começar a escrever qualquer um desse, para se acostumar com a leitura desses textos e reconhecer sua estrutura.



Vale também para conhecer melhor a linguagem utilizada, as diferentes terminologias e vocabulário utilizados nas diferentes áreas de conhecimento.
Para encontrar leituras utilize bases de dados como Scielo, Google acadêmico, ou procure a biblioteca da sua faculdade.
Busque ler artigos científicos da sua área, com temas que te interessam. Assim, a leitura não será chata, nem maçante.
Encontrando algo interessante, leia mais de uma vez. Tente identificar a estrutura desse artigo: tem um objetivo? Tem uma hipótese? Como foi feito esse estudo? É uma pesquisa de campo? Quais os resultados?
É um ótimo exercício!

As monografias, dissertações e teses são mais extensas, mas você não precisa, nesse momento, ler o trabalho completo. Leia os capítulos que te interessam e realize também o exercício de identificar as estruturas, como no artigo.

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dicas para superar o medo do TCC

Por: Ludmila R. Carvalho

Já nos deparamos com muitas pessoas têm medo do TCC.
Sofrem, se desesperam, não sabem por onde começar.
Já sabemos, conforme o post anterior (leia aqui) que não fomos ensinados (as) a pesquisar, que não sabemos fazer o TCC, simplesmente porque não aprendemos antes.



Aí, chegamos na graduação e temos que passar por essa espécie de "ritual macabro" para terminar o curso.

Mas não é nada disso!
Já que não aprendemos antes, podemos correr um pouco para recuperar o tempo perdido e aprender como elaborar um TCC bom, de qualidade, e, o melhor, com tranquilidade e com prazer!

Sim, é possível!

Esse trabalho científico não precisa ser um pesadelo. Até porque, ele tem uma estrutura, tem um passo-a-passo, que torna sua elaboração algo mais simples de compreender.
Seguiremos em nossos posts com algumas dicas que podem te ajudar a iniciar esse processo sem traumas.

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #1 - Atores das cidades e produção do espaço geográfico

Por: Roberta Andrea de Oliveira
Foto: Caio Miranda

Eu imagino que se você se interessou pelo título desta postagem é porque atua em áreas profissionais que se preocupam com a organização das cidades, a mobilidade das pessoas e a urbanização. Acredito que você seja alguém que se preocupa com a forma como as pessoas vivem, se elas possuem qualidade mínima de vida ou não.

Sendo assim, estamos iniciando uma sessão de 5 textos aqui no blog e 5 vídeos sobre o tema. Hoje o foco é sobre os atores das cidades, aqueles que produzem o espaço urbano!
Você sabia que cerca de 80% das pessoas vivem no espaço urbano? Apenas 20% estão no meio rural.
Frente a este elevado número de pessoas nas cidades, cabe pararmos para pensar sobre como estas cidades funcionam. Você já parou para pensar sobre isso?
Quais as diferenças e quais as relações entre grandes, pequenas e médias cidades?
Talvez você more em São Paulo... Já parou para refletir sobre qual o seu papel da região metropolitana de São Paulo, por exemplo?
No espaço existe uma reprodução da vida. Ele não é somente físico. Mas, é também social, simbólico e relacional!
Portanto, você também faz parte da produção deste espaço ao estabelecer relações e ao modificá-lo no dia-a-dia.
Quem produz o espaço urbano?
  • Os grandes industriais: são, em razão da dimensão de suas atividades, grandes consumidores de espaço. Necessitam de terrenos amplos e baratos que satisfaçam requisitos pertinentes às atividades de suas empresas – junto a portos, a vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à população. Estes são os grandes consumidores dos espaços interferindo em outros usos da terra. Sem falar na especulação fundiária que aumenta o preço dos imóveis.
  • Os proprietários fundiários: atuam no sentido de obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou residencial de status. Estão interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso. Alguns dos proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras valorizadas através do investimento público em infraestrutura, especialmente viária. É possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários; loteiam, vendem e constroem casas de luxo.
  • Os promotores imobiliários: agentes que realizam operações de incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital-dinheiro, acrescido de lucro. Produzem habitações com inovações, com valor de uso superior às antigas, obtendo-se um preço de venda cada vez maior, o que amplia a exclusão das camadas populares.
  • O Estado: atua também na organização espacial da cidade. Sua atuação tem sido complexa e variável tanto no tempo como no espaço, refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte.
  • E os grupos sociais excluídos: são aqueles que não possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para comprar um imóvel. Este é um dos fatores, que ao lado do desemprego, doenças, subnutrição, delineiam a situação social dos grupos excluídos. A estas pessoas restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.

 Qual destes atores é você? Ou você acha que não se enquadra em nenhuma destas categorias?
Você que se interessou por este tema, provavelmente atua com os grupos sociais excluídos e está no lugar de quem atua no planejamento de ações.
Enquanto alguém que atua frente aos grupos sociais excluídos no espaço urbano, qual é a melhor estratégia de planejamento para estas ações?
É possível que você já desenvolva um planejamento próprio! Mas, é importante lembrar que cada contexto necessita de um planejamento bem específico e que não entre em conflito com o bem mais precioso daquele território: as pessoas e suas singularidades.

Para complementar a discussão, segue o vídeo:



Bibliografia:
CORRÊA, Roberto Lobato (2004).
HARVEY, David. In: MARICATO, Ermínia et al. (2013).
MARICATO, Ermínia. In: MARICATO, Ermínia et al. (2013).

terça-feira, 31 de maio de 2016

Readequação Sexual e Saúde


No último domingo (29/05/2016) ocorreu a 20ª Parada LGBT em São Paulo com o tema central “direitos de homens e mulheres transexuais e lei da identidade de gênero”.

Os procedimentos cirúrgicos para a readequação sexual começaram a ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008. Em 2015 foram realizados 3.440 procedimentos em todo o país. Em São Paulo há 72 pacientes agendados até 2021.

Pessoas na fila de espera costumam relatar a agonia e o sofrimento de uma vida carregada de preconceitos, conflitos emocionais e, por vezes, violência. 
Não é difícil ouvir delas(es) discursos fortes sobre nojo e desprezo pelo próprio corpo. 



A angústia leva alguns(mas) até mesmo a se aventurarem em procedimentos clandestinos ou caseiros que acabam por afetar a saúde negativamente. Há casos em que se deixa de lavar o pênis, por exemplo, para que ele apodreça!

Para muitos, o momento da cirurgia é o verdadeiro nascimento!

Fonte (leia na íntegra): O Estado de S. Paulo – Isabela Palhares e Juliana Diógenes (http://migre.me/tYZIQ)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Palestra: "Desafios Para a Educação Contemporânea"

Destinada aos/às profissionais da educação de modo geral, e demais interessados/as no tema.

Será um momento para reflexão a respeito da educação atual, desafios e possibilidades para se pensar estratégias para uma educação brasileira de qualidade.





Dia 08 de junho, das 9 às 11:30 horas
Associação Paulista de Saúde Pública (APSP), Rua Cardeal Arcoverde, 1749, cj. 78, Bloco B, Pinheiros - São Paulo

Com a Profa. Isabel Cristina Rodrigues, Mestra em Educação pela Universidade de São Paulo, Associada e Professora da Escola de Governo, Coordenadora Pedagógica na Educação de Jovens e Adultos em São Bernardo do Campo e Docente na graduação e pós-graduação do Centro Universitário Fundação Santo André.

Inscrições aqui