Vamos seguir em nossa série de vídeos para ajudar você a superar o medo do TCC.
Dica #2 - FAÇA UMA PERGUNTA!
Toda pesquisa, toda descoberta, toda invenção e inovação produzida pela espécie humana partiu de uma pergunta.
Já pensou nisso?
Desde o tempo das cavernas, os homens buscavam respostas para seus problemas no dia a dia. Como proteger a tribo? Como alimentar a tribo de forma mais eficiente? Como caçar animais maiores?
Claro, talvez eles não fizessem literalmente essas perguntas, mas desenvolveram ferramentas, estratégias a partir da busca para resolução de problemas - Uma pergunta é um problema.
Então, toda pesquisa, ou, todo trabalho científico tem um problema: O PROBLEMA de PESQUISA.
Esse problema pode ser colocado em forma de pergunta. Alguns autores chamam de Pergunta de pesquisa, ou pergunta de partida.
É seu ponto inicial, ou seja, é o momento de pensar sobre o que gostaria de pesquisar.
Portanto, todo trabalho científico parte de uma pergunta. Qual é a sua?
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Aproveite nossas dicas para prosseguir em seu processo com tranquilidade, prazer e sem traumas:
Foto: Caio Miranda
Dica #1 - LEIA!
Seja em formato de monografia ou de artigo, o seu TCC é um trabalho escrito. Portanto, não é fácil realizar uma produção escrita sem que antes haja muita leitura.
Mas, não é ler qualquer coisa, não. Você precisa ler textos científicos, acadêmicos.
Então, se o TCC é um trabalho científico, você precisa conhecer um trabalho científico. Deve se acostumar com a linguagem científica, com a estrutura desse tipo de trabalho.
Portanto, é importante ler artigos científicos, monografias, dissertações, teses, antes de começar a escrever qualquer um desse, para se acostumar com a leitura desses textos e reconhecer sua estrutura.
Vale também para conhecer melhor a linguagem utilizada, as diferentes terminologias e vocabulário utilizados nas diferentes áreas de conhecimento.
Para encontrar leituras utilize bases de dados como Scielo, Google acadêmico, ou procure a biblioteca da sua faculdade.
Busque ler artigos científicos da sua área, com temas que te interessam. Assim, a leitura não será chata, nem maçante.
Encontrando algo interessante, leia mais de uma vez. Tente identificar a estrutura desse artigo: tem um objetivo? Tem uma hipótese? Como foi feito esse estudo? É uma pesquisa de campo? Quais os resultados?
É um ótimo exercício!
As monografias, dissertações e teses são mais extensas, mas você não precisa, nesse momento, ler o trabalho completo. Leia os capítulos que te interessam e realize também o exercício de identificar as estruturas, como no artigo.
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Já nos deparamos com muitas pessoas têm medo do TCC.
Sofrem, se desesperam, não sabem por onde começar.
Já sabemos, conforme o post anterior (leia aqui) que não fomos ensinados (as) a pesquisar, que não sabemos fazer o TCC, simplesmente porque não aprendemos antes.
Aí, chegamos na graduação e temos que passar por essa espécie de "ritual macabro" para terminar o curso.
Mas não é nada disso!
Já que não aprendemos antes, podemos correr um pouco para recuperar o tempo perdido e aprender como elaborar um TCC bom, de qualidade, e, o melhor, com tranquilidade e com prazer!
Sim, é possível!
Esse trabalho científico não precisa ser um pesadelo. Até porque, ele tem uma estrutura, tem um passo-a-passo, que torna sua elaboração algo mais simples de compreender.
Seguiremos em nossos posts com algumas dicas que podem te ajudar a iniciar esse processo sem traumas.
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Eu imagino que se você se interessou pelo título desta postagem é
porque atua em áreas profissionais que se preocupam com a organização das
cidades, a mobilidade das pessoas e a urbanização. Acredito que você seja
alguém que se preocupa com a forma como as pessoas vivem, se elas possuem qualidade
mínima de vida ou não.
Sendo assim, estamos iniciando uma sessão de 5 textos aqui no blog e 5 vídeos sobre o tema. Hoje o foco é sobre os atores das cidades, aqueles que produzem o espaço urbano!
Você sabia que cerca de 80% das pessoas vivem no espaço urbano? Apenas
20% estão no meio rural.
Frente a este elevado número de pessoas nas cidades, cabe pararmos para
pensar sobre como estas cidades funcionam. Você já parou para pensar sobre isso?
Quais
as diferenças e quais as relações entre grandes, pequenas e médias cidades?
Talvez você more em São Paulo... Já parou para refletir sobre qual o seu
papel da região metropolitana de São Paulo, por exemplo?
No espaço existe uma reprodução da vida. Ele não é somente físico. Mas,
é também social, simbólico e relacional!
Portanto, você também faz parte da produção deste espaço ao estabelecer
relações e ao modificá-lo no dia-a-dia.
Quem produz o espaço urbano?
Os grandes industriais: são, em razão da dimensão de
suas atividades, grandes consumidores de espaço. Necessitam de terrenos amplos
e baratos que satisfaçam requisitos pertinentes às atividades de suas empresas
– junto a portos, a vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à
população. Estes são os grandes consumidores dos espaços interferindo em outros
usos da terra. Sem falar na especulação fundiária que aumenta o preço dos
imóveis.
Os proprietários fundiários: atuam no sentido de
obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que
estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou
residencial de status. Estão
interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso. Alguns dos
proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras
valorizadas através do investimento público em infraestrutura, especialmente
viária. É possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários;
loteiam, vendem e constroem casas de luxo.
Os promotores imobiliários: agentes que realizam
operações de incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou
produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do
capital-mercadoria em capital-dinheiro, acrescido de lucro. Produzem habitações
com inovações, com valor de uso superior às antigas, obtendo-se um preço de
venda cada vez maior, o que amplia a exclusão das camadas populares.
O Estado: atua também na organização espacial da
cidade. Sua atuação tem sido complexa e variável tanto no tempo como no espaço,
refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte.
E os grupos sociais excluídos: são aqueles que não
possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para
comprar um imóvel. Este é um dos fatores, que ao lado do desemprego, doenças,
subnutrição, delineiam a situação social dos grupos excluídos. A estas pessoas
restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos
habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.
Qual destes
atores é você? Ou você acha que não se enquadra em nenhuma destas
categorias?
Você que se
interessou por este tema, provavelmente atua com os grupos sociais excluídos e está
no lugar de quem atua no planejamento de ações.
Enquanto alguém
que atua frente aos grupos sociais excluídos no espaço urbano, qual é a melhor
estratégia de planejamento para estas ações?
É possível que
você já desenvolva um planejamento próprio! Mas, é importante lembrar que cada
contexto necessita de um planejamento bem específico e que não entre em
conflito com o bem mais precioso daquele território: as pessoas e suas
singularidades.
Para complementar a discussão, segue o vídeo:
Bibliografia:
CORRÊA, Roberto Lobato (2004).
HARVEY, David. In: MARICATO, Ermínia et
al. (2013).
MARICATO, Ermínia. In: MARICATO,
Ermínia et al. (2013).
No último domingo (29/05/2016) ocorreu a 20ª Parada LGBT em São Paulo com o tema central “direitos de homens e mulheres transexuais e lei da identidade de gênero”.
Os procedimentos cirúrgicos para a readequação sexual começaram a ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008. Em 2015 foram realizados 3.440 procedimentos em todo o país. Em São Paulo há 72 pacientes agendados até 2021.
Pessoas na fila de espera costumam relatar a agonia e o sofrimento de uma vida carregada de preconceitos, conflitos emocionais e, por vezes, violência.
Não é difícil ouvir delas(es) discursos fortes sobre nojo e desprezo pelo próprio corpo.
A angústia leva alguns(mas) até mesmo a se aventurarem em procedimentos clandestinos ou caseiros que acabam por afetar a saúde negativamente. Há casos em que se deixa de lavar o pênis, por exemplo, para que ele apodreça!
Para muitos, o momento da cirurgia é o verdadeiro nascimento!
Fonte (leia na íntegra): O Estado de S. Paulo – Isabela Palhares e Juliana Diógenes (http://migre.me/tYZIQ)
Destinada aos/às profissionais da educação de modo geral, e demais interessados/as no tema.
Será um momento para reflexão a respeito da educação atual, desafios e possibilidades para se pensar estratégias para uma educação brasileira de qualidade.
Dia 08 de junho, das 9 às 11:30 horas Associação Paulista de Saúde Pública (APSP), Rua Cardeal Arcoverde, 1749, cj. 78, Bloco B, Pinheiros - São Paulo
Com a Profa. Isabel Cristina Rodrigues, Mestra em Educação pela Universidade de São Paulo, Associada e Professora da Escola de Governo, Coordenadora Pedagógica na Educação de Jovens e Adultos em São Bernardo do Campo e Docente na graduação e pós-graduação do Centro Universitário Fundação Santo André.