Você que acompanhou os vídeos da série Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, agora pode baixar gratuitamente este e-book exclusivo para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.
É um material produzido com muito carinho pela equipe do Instituto Espaço Oliveiras.
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Eu imagino que se você se interessou pelo título desta postagem é
porque atua em áreas profissionais que se preocupam com a organização das
cidades, a mobilidade das pessoas e a urbanização. Acredito que você seja
alguém que se preocupa com a forma como as pessoas vivem, se elas possuem qualidade
mínima de vida ou não.
Sendo assim, estamos iniciando uma sessão de 5 textos aqui no blog e 5 vídeos sobre o tema. Hoje o foco é sobre os atores das cidades, aqueles que produzem o espaço urbano!
Você sabia que cerca de 80% das pessoas vivem no espaço urbano? Apenas
20% estão no meio rural.
Frente a este elevado número de pessoas nas cidades, cabe pararmos para
pensar sobre como estas cidades funcionam. Você já parou para pensar sobre isso?
Quais
as diferenças e quais as relações entre grandes, pequenas e médias cidades?
Talvez você more em São Paulo... Já parou para refletir sobre qual o seu
papel da região metropolitana de São Paulo, por exemplo?
No espaço existe uma reprodução da vida. Ele não é somente físico. Mas,
é também social, simbólico e relacional!
Portanto, você também faz parte da produção deste espaço ao estabelecer
relações e ao modificá-lo no dia-a-dia.
Quem produz o espaço urbano?
Os grandes industriais: são, em razão da dimensão de
suas atividades, grandes consumidores de espaço. Necessitam de terrenos amplos
e baratos que satisfaçam requisitos pertinentes às atividades de suas empresas
– junto a portos, a vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à
população. Estes são os grandes consumidores dos espaços interferindo em outros
usos da terra. Sem falar na especulação fundiária que aumenta o preço dos
imóveis.
Os proprietários fundiários: atuam no sentido de
obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que
estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou
residencial de status. Estão
interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso. Alguns dos
proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras
valorizadas através do investimento público em infraestrutura, especialmente
viária. É possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários;
loteiam, vendem e constroem casas de luxo.
Os promotores imobiliários: agentes que realizam
operações de incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou
produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do
capital-mercadoria em capital-dinheiro, acrescido de lucro. Produzem habitações
com inovações, com valor de uso superior às antigas, obtendo-se um preço de
venda cada vez maior, o que amplia a exclusão das camadas populares.
O Estado: atua também na organização espacial da
cidade. Sua atuação tem sido complexa e variável tanto no tempo como no espaço,
refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte.
E os grupos sociais excluídos: são aqueles que não
possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para
comprar um imóvel. Este é um dos fatores, que ao lado do desemprego, doenças,
subnutrição, delineiam a situação social dos grupos excluídos. A estas pessoas
restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos
habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.
Qual destes
atores é você? Ou você acha que não se enquadra em nenhuma destas
categorias?
Você que se
interessou por este tema, provavelmente atua com os grupos sociais excluídos e está
no lugar de quem atua no planejamento de ações.
Enquanto alguém
que atua frente aos grupos sociais excluídos no espaço urbano, qual é a melhor
estratégia de planejamento para estas ações?
É possível que
você já desenvolva um planejamento próprio! Mas, é importante lembrar que cada
contexto necessita de um planejamento bem específico e que não entre em
conflito com o bem mais precioso daquele território: as pessoas e suas
singularidades.
Para complementar a discussão, segue o vídeo:
Bibliografia:
CORRÊA, Roberto Lobato (2004).
HARVEY, David. In: MARICATO, Ermínia et
al. (2013).
MARICATO, Ermínia. In: MARICATO,
Ermínia et al. (2013).
Por Ludmila R. Carvalho
De um modo geral, os (as) usuários (as) de equipamentos de saúde tendem a se queixar da atenção recebida pelos profissionais de Saúde.
São comuns as reclamações de falta de atenção, principalmente por parte dos profissionais da Medicina, do pouco tempo disponibilizado para as consultas, da falta de atenção e de escuta por parte destes profissionais.
Muito se deve à formação destes profissionais, mais tecnicista e pouco humanizada, respondendo a um processo histórico de fragmentação, de biologicização sob um ponto de vista positivista, cartesiano e mecanicista.
Esse é o conhecido modelo "biomédico", que é tido como responsável pelo fenômeno da medicalização, que observamos atualmente. Ou seja, o excesso de diagnósticos e transtornos que são criados, identificados, a partir de comportamentos e sintomas que podem ter origem em questões sociais, emocionais, ou mesmo que podem ser aspectos "normais"do comportamentos mas que, ao se tornarem desviantes respondem a uma lógica de mercado capitalista.
Se os profissionais de saúde, não apenas da Medicina, acreditam que é possível superar esse modelo, acreditam que é possível melhorar o relacionamento com os (as) pacientes, que é possível humanizar essa relação, certamente entendem que a comunicação é uma ferramenta importante.
A comunicação entre o profissional da saúde é importante, inclusive nos momentos das notícias desagradáveis, ou da revelação de diagnósticos difíceis, pois a forma como essa notícia é dada pode fazer toda a diferença.
Recentemente, a revista AUN (Agência Usp de Notícias) publicou uma matéria sobre a comunicação de más notícias em unidades de emergência dos hospitais. A matéria apresenta os resultados de uma pesquisa sobre o tema que envolvem aspectos da comunicação verbal e não verbal e a empatia.
Essa pesquisa também conclui que os (as) profissionais de medicina não se sentem preparados (as) para comunicar as más notícias, ou seja, é uma deficiência importante na formação desses (as) profissionais.
Link para a matéria da Agência Usp de Notícias - AUN
A educadora Roberta Oliveira, colaboradora do IEO, que estuda o tema, pesquisou, em sua dissertação de mestrado, a comunicação do diagnóstico de tuberculose e a adesão ao tratamento. Em seu estudo pode identificar, dentre outras coisas, que tem maior importância o jeito, a forma com a qual o diagnóstico é revelado do que as palavras, o conteúdo da conversa naquele momento.
Mais um indicativo para a importância da humanização na relação profissional-paciente.
Abaixo, um vídeo com a entrevista da educadora:
Enfim, a humanização na saúde está bem longe de ocorrer de modo efetivo.
Mas, felizmente, há profissionais atentos (as) à essa deficiência em suas formações, e que buscam supri-la, investindo em desenvolver suas relações interpessoais e estratégias de comunicação.
Esta é uma palestra destinada a todos/as os/as profissionais da área da saúde, sejam da iniciativa privada ou dos equipamentos de saúde pública.
Nesta palestra você vai conhecer um pouco a respeito do uso da Comunicação como ferramenta estratégica para o bom relacionamento interpessoal entre profissional de saúde e paciente, como também um pouco sobre como a Comunicação competente pode ajudar na formação de vínculo.
Profa. Dra. Ana Claudia Puggina é graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2003), fez Mestrado (2006) e Doutorado (2011) em Enfermagem na Saúde do Adulto pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EE-USP). Fellowship no Coma Science Group - Bélgica (2010). Pós-doc (2013) com a validação da escala "Interpersonal Communication Competence Scale".
Uma doença negligenciada é uma doença para a qual não existem potenciais consumidores ao medicamento. Ou seja, não há pessoas ou governos com poder aquisitivo suficiente e dispostos a consumir o medicamento.
Frente a isso, a indústria farmacêutica não vê perspectiva de lucro, e então não investe em pesquisa para novos ou melhores medicamentos para a doença. Resumindo: pesquisa-se o que tem interesse comercial.
Este é um exemplo de condicionante social de saúde. Significa que a nossa maior ou menor saúde é influenciada por questões sociais. Ser mais ou menos saudável não é uma fatalidade ou simplesmente culpa de quem está doença, por não ter se cuidado o suficiente. Na verdade, há questões maiores das quais é preciso se empoderar e, assim, poder lutar por uma lógica diferente.
Neste caso específico das doenças negligenciadas, o capitalismo fala mais alto e o investimento na saúde fica, por vezes, na dependência do lucro garantido. Leia na íntegra no número 163 da Revista RADIS, em “Por uma lógica inclusiva”, p. 19.
Esse mês teremos mais uma Roda de Conversa, dessa vez sobre Racismo Institucional.
Mulheres negras atendidas em instituições de saúde estão mais sujeitas ao risco de óbito do que as mulheres brancas.
Mulheres negras em trabalho de parto têm menos chances de receberem anestésico do que as mulheres brancas.
A consulta com um profissional de saúde dura mais tempo com pessoas brancas do que com pessoas negras.
O atendimento em pronto socorro a pessoas vítimas de violência conta mais com pacientes negros do que com pacientes brancos.
Achou estas afirmações pesadas? Venha discutir conosco as consequências do racismo institucional na área da saúde.
Essa roda terá a mediação de Lidiane Aparecida de Araújo e Silva, psicóloga, psicoterapeuta, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em saúde Pública, atualmente trabalha no Núcleo de Apoio a Estratégia Saúde da Família (NASF), na atenção básica, no município de São Paulo. Trabalhou em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas na região Norte, no mesmo município. Colaboradora do Subnúcleo psicologia e relações raciais, da Comissão de Terra/raça e etnia do Conselho Regional dePsicologia/SP e AMMA Psique e Negritude.
Lembramos que o evento é GRATUITO, porém é necessária a INSCRIÇÃO através do nosso site.
As doenças crônicas não transmissíveis são uma prioridade entre as ações de saúde pública. São problemas de saúde que não se transmitem de uma pessoa a outra, e por vezes, nos acompanham por um longo período de tempo ou uma vida inteira, necessitando de tratamento e controle. Exemplos são a pressão alta, a diabetes e a obesidade. A obesidade, inclusive, é considerada uma epidemia mundial. Segundo pesquisa publicada na revista Lancet, e noticiada pela BBC Brasil no dia 1º de abril, um quinto da população brasileira adulta é obesa (cerca de 30 milhões de pessoas). Mulheres correspondem a 23% e homens a 17%. Em 1975, com relação ao ranking mundial de obesidade entre mulheres, o Brasil estava em 9º lugar; e com relação ao ranking entre homens, estava em 10º lugar. Em 2014, com relação às mulheres, o Brasil subiu para o 5º lugar; e entre os homens subiu para o 3º lugar. Podemos citar também, a obesidade infantil como um sintoma que já nos sinaliza que o problema começa desde cedo. Gostaríamos, também, de recomendar o documentário abaixo, chamado Muito Além do Peso, a fim de mostrar que o combate a este problema não se restringe a área da Saúde. Deve ser um embate amplo, envolvendo áreas da Educação, Economia, Marketing, entre outras. Só será possível combater este mal se mexermos nos condicionantes sociais que influenciam negativamente o comportamento alimentar de nossas crianças.
"Ao perceber que sua ferramenta de busca é muito utilizada para se obter informações de saúde, o Google decidiu lançar uma série de quadros, com conteúdo confiável e revisado por médicos, a respeito de centenas de doenças. Para ter acesso, basta digitar o nome da enfermidade na barra de pesquisa. É importante destacar que isto serve apenas como auxílio e não substitui, de forma alguma, a consulta médica."
"Houve quem disse que o documento é vago, mas é preciso que ele seja entendido como parte de um processo de produção de ciência, precedido pela nossa atual Política Nacional de CT&I e prosseguido pela construção dos planos setoriais', disse Andrade, ressaltando também o papel da Estratégia em três pilares: expansão do Sistema Nacional de CT&I; apoio à capacidade para inovação empresarial, e desenvolvimento de tecnologias críticas."
"O documento define em dez as áreas estratégias da ciência e tecnologia brasileiras, com cerca de cinco metas para cada. Entre elas, estão a saúde; Segurança hídrica, alimentar e energética; Envelhecimento da Sociedade e Tecnologias Habilitadoras."
A Abrasco e o Facebook lançaram ontem, segunda-feira, 18 de janeiro, a campanha #saizika. "para ajudar no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do da Dengue, do Chikungunya e do Zika vírus, que coloca centenas de municípios brasileiros em situação de risco."
Início do ano letivo nas faculdades lembram os trotes, que sabemos infelizmente, que ainda hoje é praticado de forma violenta e agressiva.
Vale a reflexão:
"Presente na Faculdade de Medicina da USP, o 'currículo oculto' é o conjunto de práticas que visa a manutenção do corporativismo e da exclusão social."
Leia o texto publicado pela escola de governo sobr o tema.
Estávamos estudando um pouco sobre "Comunicação", "Relação Interpessoal" e "Cuidado", temas que nos são caros! Nos deparamos com o seguinte artigo: "Por uma Composição Técnica do Trabalho em Saúde centrada no campo relacional e nas tecnologias leves. Apontando mudanças para os modelos tecnoassistenciais" de Emerson Elias Merhy. Simplesmente sensacional!!! Ao procurar saber um pouco mais sobre o autor, descobrimos uma página que, segundo ele, tem como objetivo partilhar o saber que produziu, de forma livre e não burocrática. Prof. Emerson, admiramos estudiosos e pesquisadores como o senhor. Obrigado pela partilha! E para dar continuidade a "corrente do bem", segue a página com livros e artigos do professor. http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/