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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #6: Um presente Especial

 


Você que acompanhou os vídeos da série Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, agora pode baixar gratuitamente este e-book exclusivo para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.

É um material produzido com muito carinho pela equipe do Instituto Espaço Oliveiras.

Faça o download clicando na imagem ao lado, e entre em contato conosco para dizer o que achou do material.


Continue acompanhando o IEO nas redes, que teremos mais oportunidades para você.

VENHA APRENDER CONOSCO!





quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #1 - Atores das cidades e produção do espaço geográfico

Por: Roberta Andrea de Oliveira
Foto: Caio Miranda

Eu imagino que se você se interessou pelo título desta postagem é porque atua em áreas profissionais que se preocupam com a organização das cidades, a mobilidade das pessoas e a urbanização. Acredito que você seja alguém que se preocupa com a forma como as pessoas vivem, se elas possuem qualidade mínima de vida ou não.

Sendo assim, estamos iniciando uma sessão de 5 textos aqui no blog e 5 vídeos sobre o tema. Hoje o foco é sobre os atores das cidades, aqueles que produzem o espaço urbano!
Você sabia que cerca de 80% das pessoas vivem no espaço urbano? Apenas 20% estão no meio rural.
Frente a este elevado número de pessoas nas cidades, cabe pararmos para pensar sobre como estas cidades funcionam. Você já parou para pensar sobre isso?
Quais as diferenças e quais as relações entre grandes, pequenas e médias cidades?
Talvez você more em São Paulo... Já parou para refletir sobre qual o seu papel da região metropolitana de São Paulo, por exemplo?
No espaço existe uma reprodução da vida. Ele não é somente físico. Mas, é também social, simbólico e relacional!
Portanto, você também faz parte da produção deste espaço ao estabelecer relações e ao modificá-lo no dia-a-dia.
Quem produz o espaço urbano?
  • Os grandes industriais: são, em razão da dimensão de suas atividades, grandes consumidores de espaço. Necessitam de terrenos amplos e baratos que satisfaçam requisitos pertinentes às atividades de suas empresas – junto a portos, a vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à população. Estes são os grandes consumidores dos espaços interferindo em outros usos da terra. Sem falar na especulação fundiária que aumenta o preço dos imóveis.
  • Os proprietários fundiários: atuam no sentido de obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou residencial de status. Estão interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso. Alguns dos proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras valorizadas através do investimento público em infraestrutura, especialmente viária. É possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários; loteiam, vendem e constroem casas de luxo.
  • Os promotores imobiliários: agentes que realizam operações de incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital-dinheiro, acrescido de lucro. Produzem habitações com inovações, com valor de uso superior às antigas, obtendo-se um preço de venda cada vez maior, o que amplia a exclusão das camadas populares.
  • O Estado: atua também na organização espacial da cidade. Sua atuação tem sido complexa e variável tanto no tempo como no espaço, refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte.
  • E os grupos sociais excluídos: são aqueles que não possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para comprar um imóvel. Este é um dos fatores, que ao lado do desemprego, doenças, subnutrição, delineiam a situação social dos grupos excluídos. A estas pessoas restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.

 Qual destes atores é você? Ou você acha que não se enquadra em nenhuma destas categorias?
Você que se interessou por este tema, provavelmente atua com os grupos sociais excluídos e está no lugar de quem atua no planejamento de ações.
Enquanto alguém que atua frente aos grupos sociais excluídos no espaço urbano, qual é a melhor estratégia de planejamento para estas ações?
É possível que você já desenvolva um planejamento próprio! Mas, é importante lembrar que cada contexto necessita de um planejamento bem específico e que não entre em conflito com o bem mais precioso daquele território: as pessoas e suas singularidades.

Para complementar a discussão, segue o vídeo:



Bibliografia:
CORRÊA, Roberto Lobato (2004).
HARVEY, David. In: MARICATO, Ermínia et al. (2013).
MARICATO, Ermínia. In: MARICATO, Ermínia et al. (2013).

sábado, 30 de abril de 2016

A comunicação e as relações interpessoais na área da saúde


Por Ludmila R. Carvalho

De um modo geral, os (as) usuários (as) de equipamentos de saúde tendem a se queixar da atenção recebida pelos profissionais de Saúde.
São comuns as reclamações de falta de atenção, principalmente por parte dos profissionais da Medicina, do pouco tempo disponibilizado para as consultas, da falta de atenção e de escuta por parte destes profissionais.

Muito se deve à formação destes profissionais, mais tecnicista e pouco humanizada, respondendo a um processo histórico de fragmentação, de biologicização sob um ponto de vista positivista, cartesiano e mecanicista.
Esse é o conhecido modelo "biomédico", que é tido como responsável pelo fenômeno da medicalização, que observamos atualmente. Ou seja, o excesso de diagnósticos e transtornos que são criados, identificados, a partir de comportamentos e sintomas que podem ter origem em questões sociais, emocionais, ou mesmo que podem ser aspectos "normais"do comportamentos mas que, ao se tornarem desviantes respondem a uma lógica de mercado capitalista.

Se os profissionais de saúde, não apenas da Medicina, acreditam que é possível superar esse modelo, acreditam que é possível melhorar o relacionamento com os (as) pacientes, que é possível humanizar essa relação, certamente entendem que a comunicação é uma ferramenta importante.
A comunicação entre o profissional da saúde é importante, inclusive nos momentos das notícias desagradáveis, ou da revelação de diagnósticos difíceis, pois a forma como essa notícia é dada pode fazer toda a diferença.

Recentemente, a revista AUN (Agência Usp de Notícias) publicou uma matéria sobre a comunicação de más notícias em unidades de emergência dos hospitais. A matéria apresenta os resultados de uma pesquisa sobre o tema que envolvem aspectos da comunicação verbal e não verbal e a empatia.
Essa pesquisa também conclui que os (as) profissionais de medicina não se sentem preparados (as) para comunicar as más notícias, ou seja, é uma deficiência importante na formação desses (as) profissionais.



Link para a matéria da Agência Usp de Notícias - AUN


A educadora Roberta Oliveira, colaboradora do IEO, que estuda o tema, pesquisou, em sua dissertação de mestrado, a comunicação do diagnóstico de tuberculose e a adesão ao tratamento. Em seu estudo pode identificar, dentre outras coisas, que tem maior importância o  jeito, a forma com a qual o diagnóstico é revelado do que as palavras, o conteúdo da conversa naquele momento.
Mais um indicativo para a importância da humanização na relação profissional-paciente.
Abaixo, um vídeo com a entrevista da educadora:




Enfim, a humanização na saúde está bem longe de ocorrer de modo efetivo. 
Mas, felizmente, há profissionais atentos (as) à essa deficiência em suas formações, e que buscam supri-la, investindo em desenvolver suas relações interpessoais e estratégias de comunicação. 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Palestra: Comunicação Interpessoal na Saúde


Esta é uma palestra destinada a todos/as os/as profissionais da área da saúde, sejam da iniciativa privada ou dos equipamentos de saúde pública.



Nesta palestra você vai conhecer um pouco a respeito do uso da Comunicação como ferramenta estratégica para o bom relacionamento interpessoal entre profissional de saúde e paciente, como também um pouco sobre como a Comunicação competente pode ajudar na formação de vínculo.



Saiba mais e inscreva-se aqui



Palestrante:
Profa. Dra. Ana Claudia Puggina é graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2003), fez Mestrado (2006) e Doutorado (2011) em Enfermagem na Saúde do Adulto pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EE-USP). Fellowship no Coma Science Group - Bélgica (2010). Pós-doc (2013) com a validação da escala "Interpersonal Communication Competence Scale".

terça-feira, 26 de abril de 2016

Doenças Negligenciadas e a Indústria Farmacêutica


Você já ouviu falar em doença negligenciada?


Uma doença negligenciada é uma doença para a qual não existem potenciais consumidores ao medicamento. Ou seja, não há pessoas ou governos com poder aquisitivo suficiente e dispostos a consumir o medicamento. 

Frente a isso, a indústria farmacêutica não vê perspectiva de lucro, e então não investe em pesquisa para novos ou melhores medicamentos para a doença. Resumindo: pesquisa-se o que tem interesse comercial.

Este é um exemplo de condicionante social de saúde. 

Significa que a nossa maior ou menor saúde é influenciada por questões sociais. Ser mais ou menos saudável não é uma fatalidade ou simplesmente culpa de quem está doença, por não ter se cuidado o suficiente. Na verdade, há questões maiores das quais é preciso se empoderar e, assim, poder lutar por uma lógica diferente.


Neste caso específico das doenças negligenciadas, o capitalismo fala mais alto e o investimento na saúde fica, por vezes, na dependência do lucro garantido.

Leia na íntegra no número 163 da Revista RADIS, em “Por uma lógica inclusiva”, p. 19.

domingo, 24 de abril de 2016

Racismo Institucional

Esse mês teremos mais uma Roda de Conversa, dessa vez sobre Racismo Institucional.

Mulheres negras atendidas em instituições de saúde estão mais sujeitas ao risco de óbito do que as mulheres brancas. 
Mulheres negras em trabalho de parto têm menos chances de receberem anestésico do que as mulheres brancas. 
A consulta com um profissional de saúde dura mais tempo com pessoas brancas do que com pessoas negras. 
O atendimento em pronto socorro a pessoas vítimas de violência conta mais com pacientes negros do que com pacientes brancos. 

Achou estas afirmações pesadas? Venha discutir conosco as consequências do racismo institucional na área da saúde.


Essa roda terá a mediação de Lidiane Aparecida de Araújo e Silva, psicóloga, psicoterapeuta, graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Especialista em saúde Pública, atualmente trabalha no Núcleo de Apoio a Estratégia Saúde da Família (NASF), na atenção básica, no município de São Paulo. Trabalhou em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas na região Norte, no mesmo município. Colaboradora do Subnúcleo psicologia e relações raciais, da Comissão de Terra/raça e etnia do Conselho Regional dePsicologia/SP e AMMA Psique e Negritude.

Lembramos que o evento é GRATUITO, porém é necessária a INSCRIÇÃO através do nosso site.
Garantimos declaração de participação.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Anorexia e a ditadura da magreza



Nos deparamos com esta matéria e, realmente, chocou!

Pensar que as mulheres ainda não deixaram de ser vítimas da ditadura da moda (modelos e consumidoras) é estarrecedor!


Este anúncio não chegará às consumidoras! Mas, e esta modelo? Como ela se percebe? Como vê seu próprio corpo?

via BBC Brasil

terça-feira, 5 de abril de 2016

Doenças Crônicas não Transmissíveis - Obesidade

As doenças crônicas não transmissíveis são uma prioridade entre as ações de saúde pública. 
São problemas de saúde que não se transmitem de uma pessoa a outra, e por vezes, nos acompanham por um longo período de tempo ou uma vida inteira, necessitando de tratamento e controle. 
Exemplos são a pressão alta, a diabetes e a obesidade. 
A obesidade, inclusive, é considerada uma epidemia mundial. 

Segundo pesquisa publicada na revista Lancet, e noticiada pela BBC Brasil no dia 1º de abril, um quinto da população brasileira adulta é obesa (cerca de 30 milhões de pessoas).
Mulheres correspondem a 23% e homens a 17%. Em 1975, com relação ao ranking mundial de obesidade entre mulheres, o Brasil estava em 9º lugar; e com relação ao ranking entre homens, estava em 10º lugar. Em 2014, com relação às mulheres, o Brasil subiu para o 5º lugar; e entre os homens subiu para o 3º lugar.


Podemos citar também, a obesidade infantil como um sintoma que já nos sinaliza que o problema começa desde cedo. 


Gostaríamos, também, de recomendar o documentário abaixo, chamado Muito Além do Peso, a fim de mostrar que o combate a este problema não se restringe a área da Saúde. 
Deve ser um embate amplo, envolvendo áreas da Educação, Economia, Marketing, entre outras. 

Só será possível combater este mal se mexermos nos condicionantes sociais que influenciam negativamente o comportamento alimentar de nossas crianças.




terça-feira, 15 de março de 2016

Zika Vírus


Informação importante:

"Ao perceber que sua ferramenta de busca é muito utilizada para se obter informações de saúde, o Google decidiu lançar uma série de quadros, com conteúdo confiável e revisado por médicos, a respeito de centenas de doenças. Para ter acesso, basta digitar o nome da enfermidade na barra de pesquisa. É importante destacar que isto serve apenas como auxílio e não substitui, de forma alguma, a consulta médica."



Saiba mais: http://goo.gl/QF2iIJ

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Curso - Metodologia de Pesquisa em Saúde



Mais uma novidade para o mês de março!




Leia mais sobre esse curso e inscreva-se aqui
‪#‎CursoLivre‬ ‪#‎Metodologia‬ ‪#‎Pesquisa‬ ‪#‎Saúde‬ ‪#‎IEO‬

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Curso - Comunicação Interpessoal na Saúde




Saiba mais sobre o curso e inscreva-se aqui
‪#‎CursoLivre‬ ‪#‎Comunicação‬ ‪#‎Saúde‬ ‪#‎IEO‬ ‪#‎Novidade‬

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nova Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação é discutida no Rio de Janeiro



"Houve quem disse que o documento é vago, mas é preciso que ele seja entendido como parte de um processo de produção de ciência, precedido pela nossa atual Política Nacional de CT&I e prosseguido pela construção dos planos setoriais', disse Andrade, ressaltando também o papel da Estratégia em três pilares: expansão do Sistema Nacional de CT&I; apoio à capacidade para inovação empresarial, e desenvolvimento de tecnologias críticas."

"O documento define em dez as áreas estratégias da ciência e tecnologia brasileiras, com cerca de cinco metas para cada. Entre elas, estão a saúde; Segurança hídrica, alimentar e energética; Envelhecimento da Sociedade e Tecnologias Habilitadoras."

Fonte: ABRASCO

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

#SaiZika

A Abrasco e o Facebook lançaram ontem, segunda-feira, 18 de janeiro, a campanha ‪#‎saizika‬.

 "para ajudar no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do da Dengue, do Chikungunya e do Zika vírus, que coloca centenas de municípios brasileiros em situação de risco." 


Assista aqui ao vídeo da campanha! 

Muito bom!!


Fonte: ABRASCO


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Trotes e a humanização do ensino de Medicina

Início do ano letivo nas faculdades lembram os trotes, que sabemos infelizmente, que ainda hoje é praticado de forma violenta e agressiva.
Vale a reflexão:

"Presente na Faculdade de Medicina da USP, o 'currículo oculto' é o conjunto de práticas que visa a manutenção do corporativismo e da exclusão social."



Leia o texto publicado pela escola de governo sobr o tema.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Comunicação

Estávamos estudando um pouco sobre "Comunicação", "Relação Interpessoal" e "Cuidado", temas que nos são caros!
Nos deparamos com o seguinte artigo: "Por uma Composição Técnica do Trabalho em Saúde centrada no campo relacional e nas tecnologias leves. Apontando mudanças para os modelos tecnoassistenciais" de Emerson Elias Merhy. Simplesmente sensacional!!!
Ao procurar saber um pouco mais sobre o autor, descobrimos uma página que, segundo ele, tem como objetivo partilhar o saber que produziu, de forma livre e não burocrática.
Prof. Emerson, admiramos estudiosos e pesquisadores como o senhor. Obrigado pela partilha!
E para dar continuidade a "corrente do bem", segue a página com livros e artigos do professor.


http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/

Microcefalia

O que você tem a oferecer para nossa qualidade de vida em sociedade?
Mãe de adolescentes com microcefalia ajuda nova geração a desafiar limites

Fonte: BBC Brasil


Link para a matéria completa, aqui