Você que acompanhou a sequência de vídeos sobre Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, e já baixou o e-book, agora terá oportunidade de conversar com as profissionais do Instituto Espaço Oliveiras!
Isso mesmo!
Será um webinário, no dia 04 de agosto, as 19h, em que você poderá conversar ao vivo com a profa. Giselle Skatauskas, e outras profissionais do IEO.
Você pode, também, enviar suas dúvidas e perguntas antecipadamente para que a professora possa responder.
Neste linkvocê pode se inscrever, e encontrar mais informações.
Veja abaixo o vídeo de convite, aproveite para se inscrever no canal do Youtube não perder as próximas atividades
Você que acompanhou os vídeos da série Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, agora pode baixar gratuitamente este e-book exclusivo para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.
É um material produzido com muito carinho pela equipe do Instituto Espaço Oliveiras.
Faça o download clicando na imagem ao lado, e entre em contato conosco para dizer o que achou do material.
Continue acompanhando o IEO nas redes, que teremos mais oportunidades para você.
Dando sequência aos nossos textos e vídeos sobre o
tema “Cidade, Mobilidade e
Urbanização: Planejamento e Saúde”, hoje, com nosso 2º assunto, vamos tratar da
Mobilidade Urbana e Humana.
Você que acompanhou o 1º assunto sobre Atores das Cidades
e que, provavelmente, trabalha com grupos sociais excluídos, precisa conhecer
um pouco sobre a Mobilidade.
Mobilidade é
o grande desafio das cidades contemporâneas, em todas as partes do mundo. A
opção pelo automóvel - que parecia ser a resposta eficiente do século 20 à
necessidade de circulação - levou à paralisia do trânsito, com desperdício de
tempo e combustível, além dos problemas ambientais de poluição atmosférica e de
ocupação do espaço público. Você
sabia que no Brasil, a frota de automóveis e motocicletas teve crescimento de
até 400% nos últimos dez anos?
Mobilidade urbana sustentável envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como
metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus "limpos", com
integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E
soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellin (Colômbia), ou sistemas de
bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona,
Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais.
Por
fim, a mobilidade urbana também demanda calçadas confortáveis, niveladas, sem
buracos e obstáculos, porque um terço das viagens realizadas nas cidades
brasileiras é feita a pé ou em cadeiras de rodas.
Somente
a requalificação dos transportes públicos poderá reduzir o ronco dos motores e
permitir que as ruas deixem de ser "vias" de passagem e voltem a ser
locais de convivência.
A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da
população no espaço geográfico das cidades e é preciso lembrar que a qualidade
e o tempo deste deslocamento interferem diretamente sobre a saúde da população. O termo é geralmente empregado para
referir-se ao trânsito de veículos e também de pedestres, seja através do
transporte individual (carros, motos, etc.), seja através do uso de transportes
coletivos (ônibus, metrôs, etc.).
Nos
últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando
cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes
cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir
a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em
áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o
excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas
naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo
do aumento do problema das ilhas de calor.
A
principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao
aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de
transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a
superlotação. Esse aumento do uso de veículos como carros e motos deve-se:
à má qualidade do
transporte público no Brasil;
ao aumento da renda
média do brasileiro nos últimos anos;
à redução de impostos
por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (o que inclui os
carros);
à concessão de mais
crédito ao consumidor;
à herança histórica
da política rodoviarista do país.
Entre
as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos
especialistas, seria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da
melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito
focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de
bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclofaixas, também
pode ser uma saída a ser mais bem trabalhada.
Outra
questão referente à mobilidade urbana que precisa ser resolvida é o tempo
de deslocamento,
que vem aumentando não só pelos excessivos congestionamentos e trânsito lento
nas ruas das cidades, mas também pelo crescimento desordenado delas, com o
avanço da especulação imobiliária e a expansão das áreas periféricas, o que
contrasta com o excessivo número de lotes vagos existentes. Se
as cidades fossem mais compactas, os deslocamentos com veículos seriam mais
rápidos e menos frequentes.
Muitas
outras soluções, além do incentivo aos transportes de massa e ao uso de
bicicletas, são mencionadas por especialistas em Urbanismo e Geografia Urbana.
Uma proposta seria a adoção dos chamados “rodízios”, o que já é empregado em
várias cidades, tais como São Paulo. Outra ideia é a adoção dos pedágios
urbanos, o que faria com que as pessoas utilizassem, em tese, menos os veículos
para deslocamentos.
Outra
proposta é a diversificação dos modais de transporte. Ao longo do século XX, o
Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e
outros. A ideia é investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar
os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do
país.
De
toda forma, é preciso ampliar os debates, regulamentando ações públicas para o
interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a
melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da
eficiência dos deslocamentos por parte das populações. Você,
possivelmente um gestor ou gestora que atua direta ou indiretamente sobre a
qualidade da saúde nas cidades, como vem desenvolvendo estratégias neste
sentido? Como vem atuando no que se refere a mobilidade?
Complemente suas reflexões com o vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em nosso canal do Youtube para não perder os próximos:
Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #2 - Mobilidade Urbana e Humana
Eu imagino que se você se interessou pelo título desta postagem é
porque atua em áreas profissionais que se preocupam com a organização das
cidades, a mobilidade das pessoas e a urbanização. Acredito que você seja
alguém que se preocupa com a forma como as pessoas vivem, se elas possuem qualidade
mínima de vida ou não.
Sendo assim, estamos iniciando uma sessão de 5 textos aqui no blog e 5 vídeos sobre o tema. Hoje o foco é sobre os atores das cidades, aqueles que produzem o espaço urbano!
Você sabia que cerca de 80% das pessoas vivem no espaço urbano? Apenas
20% estão no meio rural.
Frente a este elevado número de pessoas nas cidades, cabe pararmos para
pensar sobre como estas cidades funcionam. Você já parou para pensar sobre isso?
Quais
as diferenças e quais as relações entre grandes, pequenas e médias cidades?
Talvez você more em São Paulo... Já parou para refletir sobre qual o seu
papel da região metropolitana de São Paulo, por exemplo?
No espaço existe uma reprodução da vida. Ele não é somente físico. Mas,
é também social, simbólico e relacional!
Portanto, você também faz parte da produção deste espaço ao estabelecer
relações e ao modificá-lo no dia-a-dia.
Quem produz o espaço urbano?
Os grandes industriais: são, em razão da dimensão de
suas atividades, grandes consumidores de espaço. Necessitam de terrenos amplos
e baratos que satisfaçam requisitos pertinentes às atividades de suas empresas
– junto a portos, a vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à
população. Estes são os grandes consumidores dos espaços interferindo em outros
usos da terra. Sem falar na especulação fundiária que aumenta o preço dos
imóveis.
Os proprietários fundiários: atuam no sentido de
obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que
estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou
residencial de status. Estão
interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso. Alguns dos
proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras
valorizadas através do investimento público em infraestrutura, especialmente
viária. É possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários;
loteiam, vendem e constroem casas de luxo.
Os promotores imobiliários: agentes que realizam
operações de incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou
produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do
capital-mercadoria em capital-dinheiro, acrescido de lucro. Produzem habitações
com inovações, com valor de uso superior às antigas, obtendo-se um preço de
venda cada vez maior, o que amplia a exclusão das camadas populares.
O Estado: atua também na organização espacial da
cidade. Sua atuação tem sido complexa e variável tanto no tempo como no espaço,
refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte.
E os grupos sociais excluídos: são aqueles que não
possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para
comprar um imóvel. Este é um dos fatores, que ao lado do desemprego, doenças,
subnutrição, delineiam a situação social dos grupos excluídos. A estas pessoas
restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos
habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.
Qual destes
atores é você? Ou você acha que não se enquadra em nenhuma destas
categorias?
Você que se
interessou por este tema, provavelmente atua com os grupos sociais excluídos e está
no lugar de quem atua no planejamento de ações.
Enquanto alguém
que atua frente aos grupos sociais excluídos no espaço urbano, qual é a melhor
estratégia de planejamento para estas ações?
É possível que
você já desenvolva um planejamento próprio! Mas, é importante lembrar que cada
contexto necessita de um planejamento bem específico e que não entre em
conflito com o bem mais precioso daquele território: as pessoas e suas
singularidades.
Para complementar a discussão, segue o vídeo:
Bibliografia:
CORRÊA, Roberto Lobato (2004).
HARVEY, David. In: MARICATO, Ermínia et
al. (2013).
MARICATO, Ermínia. In: MARICATO,
Ermínia et al. (2013).