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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #5 - Você sabe o que é um assentamento precário?

Por: Roberta Andrea de Oliveira

Foto: Caio Miranda

Você que está acompanhando nossas séries de vídeos e textos sobre mobilidade urbana, urbanização e planejamento para saúde nas cidades, conheceu um pouco (no vídeo e texto 1) sobre o papel dos atores das cidades (todos nós) e, provavelmente, é alguém que atua profissionalmente com os excluídos sociais!
Outro tema importante para sua atuação frente ao planejamento das ações em territórios vulneráveis é o conceito de assentamento precário e suas consequências, que o tema neste nosso 5º encontro.
A expressão “assentamentos precários” foi adotada pela nova Política Nacional de Habitação (PNH) de forma a englobar numa categoria de abrangência nacional. Trata-se de conjunto de assentamentos urbanos inadequados ocupados por moradores de baixa renda, incluindo as tipologias tradicionalmente utilizadas pelas políticas públicas de habitação, tais como: cortiços, loteamentos irregulares de periferia, favelas e assemelhados, bem como os conjuntos habitacionais que se acham degradados.
Os assentamentos precários são, portanto, porções do território urbano com dimensões e tipologias variadas, que têm em comum:
  • o fato de serem áreas predominantemente residenciais, habitadas por famílias de baixa renda.
  • a precariedade das condições de moradia, caracterizada por inúmeras carências e inadequações, tais como: irregularidade fundiária; ausência de infraestrutura de saneamento ambiental; localização em áreas mal servidas por sistema de transporte e equipamentos sociais; terrenos alagadiços e sujeitos a riscos geotécnicos; adensamento excessivo, insalubridade e deficiências construtivas da unidade habitacional.
  • a origem histórica, relacionada às diversas estratégias utilizadas pela população de baixa renda para viabilizar, de modo autônomo, solução para suas necessidades habitacionais, diante da insuficiência e inadequação das iniciativas estatais dirigidas à questão, bem como da incompatibilidade entre o nível de renda da maioria dos trabalhadores e o preço das unidades residenciais produzidas pelo mercado imobiliário formal.

O Brasil tem hoje cerca de 80% da população vivendo nas cidades. Este crescimento da população foi acompanhado do agravamento dos problemas ambientais e das desigualdades socioespaciais. Nos principais centros metropolitanos de 20% a 40% da população total reside em favelas.
De acordo com o Censo de 2010, as áreas conhecidas como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos ou palafitas, abrigam os lares de 6% da população brasileira, aproximadamente 12.000.000 de domicílios nessas áreas.
Você sabia que na região Sudeste, cerca de 50% da população vive em favelas sendo 23,2% em São Paulo e 19,1% no Rio de Janeiro?
O texto Constitucional, em 2000, inseriu o conceito do direito à moradia como direito social. No entanto, inúmeras dúvidas surgem. O Brasil está conseguindo combater o problema da moradia? Há políticas públicas adequadas para o enfrentamento da questão urbana? Quais as relações de poder envolvidas neste cenário?
Você, enquanto profissional que atua neste cenário, quais as melhores ações para a garantia de qualidade de vida mínima da população excluída e para o restabelecimento da garantia de seus direitos?

Veja mais um vídeo dessa série, e participe, comentando.


Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #5 - Assentamento precário 

Bibliografia:
BRASIL. Ministério das Cidades (2010).
DENALDI, Rosana. In: ROSA, J. S; DENALDI, R. (Orgs) (2009).
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #3 - Planejamento Urbano e Ambiental

Por: Roberta Andrea de Oliveira

Foto: Caio Miranda

           Já estamos em nosso 3º material sobre o tema, e hoje trataremos a respeito do Planejamento Urbano e Ambiental.
        No processo de urbanização o homem realiza mudanças no ambiente a fim de possibilitar sua utilização para um melhor desempenho das diversas atividades humanas. Algumas dessas mudanças vêm ocorrendo de forma desenfreada e sem o devido planejamento, considerando que o meio natural é finito. Como exemplos podemos citar o desmatamento, a erosão do solo e a poluição que ocasionam catástrofes naturais e alterações climáticas.
        A urbanização implica em transformar o ambiente natural em ambiente construído. Os resíduos são despejados no meio acreditando-se que a natureza é capaz de absorver todo o entulho. As consequências ambientais dessas ações passaram a ser objeto de maior atenção por parte de governos e de organizações como um todo, elevando o grau de consciência da sociedade sobre o tema.
     É importante destacar que sustentabilidade do desenvolvimento requer que se contemple a sustentabilidade da sociedadeComo podemos pensar a qualidade de vida das pessoas com quem trabalhamos diariamente, considerando este cenário?
         Atualmente, o planejamento urbano vem tentando curar a marca deixada pelo crescimento desordenado das grandes cidades, com suas ocupações irregulares, inclusive em locais de preservação ambiental! Estes são os locais que a grande parcela da população que vem para a cidade encontra. As ações realizadas para tentar sanar a questão envolvem infraestrutura básica, como abastecimento de água e tratamento de esgoto. Mas, é só isso que as pessoas precisam?
       O futuro das nossas cidades depende destas ações, da conscientização da população e do planejamento adequado por parte de gestores.
       Tem havido um significativo avanço, nos últimos anos, no que se refere à criação e à implementação de instrumentos de planejamento urbano e ambiental. Você conhece estes instrumentos? Sabe como aplicá-los? Eles dão conta da necessidade de cada território e suas especificidades? Como enfrentar estes problemas?
             Para complementar a leitura, assista a Profa. Giselle Bangoin! Inscreva-se em nosso canal do Youtube para acompanhar nossos materiais!

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #3 - Planejamento Urbano e Ambiental


Bibliografia:

COSTA. In: COSTA (2008).

terça-feira, 7 de junho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #2 - Mobilidade Urbana e Humana

Por: Roberta Andrea de Oliveira

Foto: Caio Miranda
Dando sequência aos nossos textos e vídeos sobre o tema “Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde”, hoje, com nosso 2º assunto, vamos tratar da Mobilidade Urbana e Humana.
Você que acompanhou o 1º assunto sobre Atores das Cidades e que, provavelmente, trabalha com grupos sociais excluídos, precisa conhecer um pouco sobre a Mobilidade.
Mobilidade é o grande desafio das cidades contemporâneas, em todas as partes do mundo. A opção pelo automóvel - que parecia ser a resposta eficiente do século 20 à necessidade de circulação - levou à paralisia do trânsito, com desperdício de tempo e combustível, além dos problemas ambientais de poluição atmosférica e de ocupação do espaço público. Você sabia que no Brasil, a frota de automóveis e motocicletas teve crescimento de até 400% nos últimos dez anos?
Mobilidade urbana sustentável envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus "limpos", com integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellin (Colômbia), ou sistemas de bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona, Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais.
Por fim, a mobilidade urbana também demanda calçadas confortáveis, niveladas, sem buracos e obstáculos, porque um terço das viagens realizadas nas cidades brasileiras é feita a pé ou em cadeiras de rodas.
Somente a requalificação dos transportes públicos poderá reduzir o ronco dos motores e permitir que as ruas deixem de ser "vias" de passagem e voltem a ser locais de convivência.
A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades e é preciso lembrar que a qualidade e o tempo deste deslocamento interferem diretamente sobre a saúde da população. O termo é geralmente empregado para referir-se ao trânsito de veículos e também de pedestres, seja através do transporte individual (carros, motos, etc.), seja através do uso de transportes coletivos (ônibus, metrôs, etc.).
Nos últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo do aumento do problema das ilhas de calor.
A principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a superlotação. Esse aumento do uso de veículos como carros e motos deve-se:

  • à má qualidade do transporte público no Brasil;
  • ao aumento da renda média do brasileiro nos últimos anos;
  • à redução de impostos por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (o que inclui os carros);
  • à concessão de mais crédito ao consumidor;
  • à herança histórica da política rodoviarista do país.



Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, seria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclofaixas, também pode ser uma saída a ser mais bem trabalhada.
Outra questão referente à mobilidade urbana que precisa ser resolvida é o tempo de deslocamento, que vem aumentando não só pelos excessivos congestionamentos e trânsito lento nas ruas das cidades, mas também pelo crescimento desordenado delas, com o avanço da especulação imobiliária e a expansão das áreas periféricas, o que contrasta com o excessivo número de lotes vagos existentes. Se as cidades fossem mais compactas, os deslocamentos com veículos seriam mais rápidos e menos frequentes.
Muitas outras soluções, além do incentivo aos transportes de massa e ao uso de bicicletas, são mencionadas por especialistas em Urbanismo e Geografia Urbana. Uma proposta seria a adoção dos chamados “rodízios”, o que já é empregado em várias cidades, tais como São Paulo. Outra ideia é a adoção dos pedágios urbanos, o que faria com que as pessoas utilizassem, em tese, menos os veículos para deslocamentos.
Outra proposta é a diversificação dos modais de transporte. Ao longo do século XX, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e outros. A ideia é investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do país.
De toda forma, é preciso ampliar os debates, regulamentando ações públicas para o interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da eficiência dos deslocamentos por parte das populações. Você, possivelmente um gestor ou gestora que atua direta ou indiretamente sobre a qualidade da saúde nas cidades, como vem desenvolvendo estratégias neste sentido? Como vem atuando no que se refere a mobilidade?
Complemente suas reflexões com o vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em nosso canal do Youtube para não perder os próximos:

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #2 - Mobilidade Urbana e Humana


Bibliografia:
Rolnik e Klintow (2011)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #1 - Atores das cidades e produção do espaço geográfico

Por: Roberta Andrea de Oliveira
Foto: Caio Miranda

Eu imagino que se você se interessou pelo título desta postagem é porque atua em áreas profissionais que se preocupam com a organização das cidades, a mobilidade das pessoas e a urbanização. Acredito que você seja alguém que se preocupa com a forma como as pessoas vivem, se elas possuem qualidade mínima de vida ou não.

Sendo assim, estamos iniciando uma sessão de 5 textos aqui no blog e 5 vídeos sobre o tema. Hoje o foco é sobre os atores das cidades, aqueles que produzem o espaço urbano!
Você sabia que cerca de 80% das pessoas vivem no espaço urbano? Apenas 20% estão no meio rural.
Frente a este elevado número de pessoas nas cidades, cabe pararmos para pensar sobre como estas cidades funcionam. Você já parou para pensar sobre isso?
Quais as diferenças e quais as relações entre grandes, pequenas e médias cidades?
Talvez você more em São Paulo... Já parou para refletir sobre qual o seu papel da região metropolitana de São Paulo, por exemplo?
No espaço existe uma reprodução da vida. Ele não é somente físico. Mas, é também social, simbólico e relacional!
Portanto, você também faz parte da produção deste espaço ao estabelecer relações e ao modificá-lo no dia-a-dia.
Quem produz o espaço urbano?
  • Os grandes industriais: são, em razão da dimensão de suas atividades, grandes consumidores de espaço. Necessitam de terrenos amplos e baratos que satisfaçam requisitos pertinentes às atividades de suas empresas – junto a portos, a vias férreas ou em locais de ampla acessibilidade à população. Estes são os grandes consumidores dos espaços interferindo em outros usos da terra. Sem falar na especulação fundiária que aumenta o preço dos imóveis.
  • Os proprietários fundiários: atuam no sentido de obterem a maior renda fundiária de suas propriedades, interessando-se em que estas tenham o uso mais remunerador possível, especialmente uso comercial ou residencial de status. Estão interessados no valor de troca da terra e não no seu valor de uso. Alguns dos proprietários fundiários, os mais poderosos, poderão até mesmo ter suas terras valorizadas através do investimento público em infraestrutura, especialmente viária. É possível aos proprietários tornar-se também promotores imobiliários; loteiam, vendem e constroem casas de luxo.
  • Os promotores imobiliários: agentes que realizam operações de incorporação; financiamento; estudo técnico; construção ou produção física do imóvel; e comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital-dinheiro, acrescido de lucro. Produzem habitações com inovações, com valor de uso superior às antigas, obtendo-se um preço de venda cada vez maior, o que amplia a exclusão das camadas populares.
  • O Estado: atua também na organização espacial da cidade. Sua atuação tem sido complexa e variável tanto no tempo como no espaço, refletindo a dinâmica da sociedade da qual é parte constituinte.
  • E os grupos sociais excluídos: são aqueles que não possuem renda para pagar o aluguel de uma habitação digna e muito menos para comprar um imóvel. Este é um dos fatores, que ao lado do desemprego, doenças, subnutrição, delineiam a situação social dos grupos excluídos. A estas pessoas restam como moradia: cortiços, sistemas de autoconstrução, conjuntos habitacionais fornecidos pelo agente estatal e as degradantes favelas.

 Qual destes atores é você? Ou você acha que não se enquadra em nenhuma destas categorias?
Você que se interessou por este tema, provavelmente atua com os grupos sociais excluídos e está no lugar de quem atua no planejamento de ações.
Enquanto alguém que atua frente aos grupos sociais excluídos no espaço urbano, qual é a melhor estratégia de planejamento para estas ações?
É possível que você já desenvolva um planejamento próprio! Mas, é importante lembrar que cada contexto necessita de um planejamento bem específico e que não entre em conflito com o bem mais precioso daquele território: as pessoas e suas singularidades.

Para complementar a discussão, segue o vídeo:



Bibliografia:
CORRÊA, Roberto Lobato (2004).
HARVEY, David. In: MARICATO, Ermínia et al. (2013).
MARICATO, Ermínia. In: MARICATO, Ermínia et al. (2013).

terça-feira, 31 de maio de 2016

Readequação Sexual e Saúde


No último domingo (29/05/2016) ocorreu a 20ª Parada LGBT em São Paulo com o tema central “direitos de homens e mulheres transexuais e lei da identidade de gênero”.

Os procedimentos cirúrgicos para a readequação sexual começaram a ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2008. Em 2015 foram realizados 3.440 procedimentos em todo o país. Em São Paulo há 72 pacientes agendados até 2021.

Pessoas na fila de espera costumam relatar a agonia e o sofrimento de uma vida carregada de preconceitos, conflitos emocionais e, por vezes, violência. 
Não é difícil ouvir delas(es) discursos fortes sobre nojo e desprezo pelo próprio corpo. 



A angústia leva alguns(mas) até mesmo a se aventurarem em procedimentos clandestinos ou caseiros que acabam por afetar a saúde negativamente. Há casos em que se deixa de lavar o pênis, por exemplo, para que ele apodreça!

Para muitos, o momento da cirurgia é o verdadeiro nascimento!

Fonte (leia na íntegra): O Estado de S. Paulo – Isabela Palhares e Juliana Diógenes (http://migre.me/tYZIQ)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Doenças Negligenciadas e a Indústria Farmacêutica


Você já ouviu falar em doença negligenciada?


Uma doença negligenciada é uma doença para a qual não existem potenciais consumidores ao medicamento. Ou seja, não há pessoas ou governos com poder aquisitivo suficiente e dispostos a consumir o medicamento. 

Frente a isso, a indústria farmacêutica não vê perspectiva de lucro, e então não investe em pesquisa para novos ou melhores medicamentos para a doença. Resumindo: pesquisa-se o que tem interesse comercial.

Este é um exemplo de condicionante social de saúde. 

Significa que a nossa maior ou menor saúde é influenciada por questões sociais. Ser mais ou menos saudável não é uma fatalidade ou simplesmente culpa de quem está doença, por não ter se cuidado o suficiente. Na verdade, há questões maiores das quais é preciso se empoderar e, assim, poder lutar por uma lógica diferente.


Neste caso específico das doenças negligenciadas, o capitalismo fala mais alto e o investimento na saúde fica, por vezes, na dependência do lucro garantido.

Leia na íntegra no número 163 da Revista RADIS, em “Por uma lógica inclusiva”, p. 19.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Doenças Crônicas não Transmissíveis - Obesidade

As doenças crônicas não transmissíveis são uma prioridade entre as ações de saúde pública. 
São problemas de saúde que não se transmitem de uma pessoa a outra, e por vezes, nos acompanham por um longo período de tempo ou uma vida inteira, necessitando de tratamento e controle. 
Exemplos são a pressão alta, a diabetes e a obesidade. 
A obesidade, inclusive, é considerada uma epidemia mundial. 

Segundo pesquisa publicada na revista Lancet, e noticiada pela BBC Brasil no dia 1º de abril, um quinto da população brasileira adulta é obesa (cerca de 30 milhões de pessoas).
Mulheres correspondem a 23% e homens a 17%. Em 1975, com relação ao ranking mundial de obesidade entre mulheres, o Brasil estava em 9º lugar; e com relação ao ranking entre homens, estava em 10º lugar. Em 2014, com relação às mulheres, o Brasil subiu para o 5º lugar; e entre os homens subiu para o 3º lugar.


Podemos citar também, a obesidade infantil como um sintoma que já nos sinaliza que o problema começa desde cedo. 


Gostaríamos, também, de recomendar o documentário abaixo, chamado Muito Além do Peso, a fim de mostrar que o combate a este problema não se restringe a área da Saúde. 
Deve ser um embate amplo, envolvendo áreas da Educação, Economia, Marketing, entre outras. 

Só será possível combater este mal se mexermos nos condicionantes sociais que influenciam negativamente o comportamento alimentar de nossas crianças.