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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Curso Livre EaD - Educação em Rede

Já ouviu falar sobre Educação em rede? Venha conhecer essa nova proposta de compreensão da Educação, que vem a transformar a prática de educadores (as) em geral.






Neste curso vamos falar de uma forma de trabalho bastante desafiadora. Definitivamente, compreendemos que não é um trabalho fácil. No entanto, também não é impossível. E mais que isso, é necessário e ético.

Neste sentido, para uma educação, dentro das situações planejadas, que seja coerente com o desenvolvimento integral de seres humanos espera-se que seja construída em processo de rede dentro do território.

A rede pode ser iniciada por qualquer educador (no sentido amplo da palavra) que esteja em um espaço potencial de desenvolvimento e que se sinta comprometido com isso (alguém de uma ONG, um profissional de saúde de um hospital, um líder religioso, um agente de um museu, um gerente de uma academia de ginástica do bairro, uma bibliotecária, etc.).

Mas, o que é uma rede?

Venha descobrir conosco!


Este curso é destinado a qualquer profissional que possa, em qualquer momento de sua prática, desempenhar o papel de educador.
Entendendo que o educador é um trabalhador social, na medida em que atua em uma realidade que está sempre se alterando. Este trabalhador só pode se compreender se se pensar como em relação com esta realidade que se modifica constantemente. Sendo assim, precisa conhecer a realidade da qual faz parte.

Saiba mais acessando nosso site:
http://www.espacooliveiras.com.br/rde

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Educação em Rede #2 - O que está por trás desta prática?

Por: Roberta Andrea de Oliveira


A gestão da Educação em Rede, participativa a princípio, encontra-se embasada nos conceitos abaixo descritos: 





Atenção Integral 


Um trabalho em rede pressupõe atenção e cuidado integrais aos usuários, por meio da articulação de serviços, sendo eles de mesmo setor ou não (ex.: diversos equipamentos da Educação; ou entre um equipamento da Educação e um equipamento do Verde e Meio Ambiente; ou entre um equipamento da Educação, um equipamento da Saúde e um equipamento da Cultura; etc.). Essa articulação deve incluir, não apenas equipamentos tradicionais dos serviços públicos, mas, também, recursos da comunidade para se constituírem em verdadeiros espaços de inclusão, qualidade de vida na cidade e desenvolvimento das pessoas. 


Atenção Intersetorial 


Segundo NASCIMENTO (2010) a intersetorialidade nas políticas públicas pode promover a articulação de saberes técnicos, já que os especialistas de uma área passam a integrar agendas coletivas e compartilhar objetivos comuns com técnicos de outras áreas. A intersetorialidade pode trazer ganhos para a população, para a organização de ações definidas, bem como para a organização de ações em determinados territórios. 


Promoção de Saúde 

A Política Nacional de Promoção da Saúde (2006), que foi revista e atualizada em 2015, tem como objetivo geral promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e o risco à saúde agindo sobre os determinantes e condicionantes de saúde/doença, ou seja, agindo sobre modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, entre outros. Isso significa que o que determina a saúde de alguém é mais que simplesmente estar doente ou não. Trata-se de um bem-estar geral em todos os âmbitos relacionados à vida. E, claro, ter acesso a uma educação efetiva que possibilita o desenvolvimento integral, faz parte dos condicionantes de maior ou menor saúde das pessoas.


Educação em Saúde 


A Educação Popular em Saúde: 
“É um instrumento para a formação de atores sociais que participem na formulação, implementação e controle social da política de saúde e na produção de conhecimentos sobre a gestão das políticas públicas de saúde, o direito à saúde, os princípios do SUS, a organização do sistema, a gestão estratégica e participativa e os deveres das três esferas de gestão do SUS (federal, estadual e municipal)” (Brasil, 2009, p. 131).


Empoderamento 

A proposta de empoderamento pode ser reconhecida como uma forma mais dialógica de comunicação devido a postura ética de maior respeito à autonomia cognitiva das pessoas. O exercício do empoderamento cria um cenário de comunicação de natureza dialógica e não linear. 


Participação Social
Estimular a participação social é reforçar a importância de protagonizarmos processos de mudança.
“Não aceitar a responsabilidade pela realidade em que vivemos é, ao mesmo tempo, nos desobrigarmos da tarefa de transformá-la, colocando na mão do outro a possibilidade de agir. É não assumirmos o nosso destino, não nos sentirmos responsáveis por ele, porque não nos sentimos capazes de alterá-lo. A atitude decorrente dessas visões é sempre de fatalismo ou de subserviência, nunca uma atitude transformadora” (Toro e Werneck, 2004, p. 18).

Você já tinha ouvido falar em alguns destes conceitos? Acho que agora você pode começar a praticar algumas destas propostas para experimentar as mudanças que podem trazer!


Acompanhe a série de vídeos, inscreva-se no canal!






sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Educação em Rede #1 - O que é e quem pode fazer!

Por: Roberta Andrea de Oliveira




A educação 

pode produzir mudanças? 


Quais mudanças?






Para que a educação reflita em mudanças na sociedade, primeiramente, o ator educador necessita ser comprometido. Segundo Freire (2011) a primeira condição para que alguém seja comprometido é ser capaz de agir e refletir. Trata-se de intencionar sua própria consciência em direção a sua forma de estar sendo no mundo.
O autoconhecimento é uma ferramenta poderosa para medirmos nossas ações e, principalmente, equilibrarmos nossas intenções sobre os outros. Para se autoconhecer como educador, um caminho favorável é estar presente (como se diz, “de corpo e alma”) naquilo que se está fazendo e perceber os impactos das relações: o que me deixa satisfeito, o que me incomoda, o que eu deveria evitar, etc.
A ação de educador se descobre no fazer e é possível refazer os caminhos várias vezes, o que se torna uma ação consciente e não negligenciada. 
Deste modo, o educador é um trabalhador social, na medida em que atua em uma realidade que está sempre se alterando. Este trabalhador só pode se compreender se se pensar como em relação com esta realidade que se modifica constantemente. Sendo assim, precisa conhecer a realidade da qual faz parte (Freire, 2011).
“Por isso, o trabalhador social não pode ser um homem neutro frente ao mundo, um homem neutro frente à desumanização, frente à permanência do que já não representa os caminhos do humano ou à mudança destes caminhos” (Freire, 2011, p. 63).
Um educador comprometido é um educador que planeja suas ações. Para uma educação, dentro das situações planejadas, que seja coerente com o desenvolvimento integral de seres humanos, o mais esperado é aquela construída em processo de rede dentro do território.

Na educação em rede não há dominador, nem dominado. Neste caso, há, na realidade, uma rua, um bairro e até uma cidade inteira comprometida com o desenvolvimento das pessoas que ali habitam. E assim, já é possível perceber que o educador deixa de ser somente aquele dentro dos muros da escola (ou de outra situação de educação não formal) e passa a ser qualquer pessoa que esteja em espaços potenciais de desenvolvimentos de pessoas. Um território pode ter muitos espaços potenciais e comprometidos com o desenvolvimento. 

Mas, a rede precisa se iniciada de algum ponto! Quem pode dar início a ela?


A rede pode ser iniciada por qualquer educador (no sentido amplo da palavra) que esteja em um espaço potencial de desenvolvimento e que se sinta comprometido com isso (alguém de uma ONG, um profissional de saúde de um hospital, um líder religioso, um agente de um museu, um gerente de uma academia de ginástica do bairro, uma bibliotecária, etc.).


Mas, o que é uma rede?
“Deve-se ter em mente que as redes não se formam por acaso. Elas são resultado do trabalho de numerosos atores que, em diferentes lugares e momentos, e com capacidades distintas de ação, exerceram e exercem seu papel como sujeitos da história” (Sposito, 2008, p. 48).

Será que você está pronto para atuar como um educador promotor de redes de desenvolvimento? O quanto se sente comprometido com o desenvolvimento das pessoas? Você conhece bem seu território de atuação? Sabe que espaços poderiam usar para compor uma boa rede?

Pois bem, a sua primeira tarefa é conhecer o seu território!
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