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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
CONCURSO PARA ESCOLHA DO TÍTULO DA REVISTA CIENTÍFICA INTERDISCIPLINAR DO ESPAÇO OLIVEIRAS:
1. Envie sua sugestão no e-mail: espacooliveiras@espacooliveiras.com.br, até o dia 31 de janeiro de 2015. Já estamos recebendo estas sugestões!
2. O Espaço Oliveiras avaliará e escolherá os títulos mais condizentes com a proposta da revista.
3. Estes títulos serão divulgados para votação aberta ao público. A votação acontecerá do dia 15 de fevereiro até 28 de fevereiro de 2015.
4. No dia 1 de março de 2015, o título mais votado será divulgado.
5. O participante que enviou a sugestão mais votada ganhará um prêmio surpresa do Espaço Oliveiras.
Em março já teremos o nosso título para abertura da revista!!!
Participem!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Modo de comunicar tuberculose pode ajudar na adesão ao tratamento da doença (Entrevista com Roberta Andrea de Oliveira)
"Profissionais da saúde também precisam manter uma boa relação com paciente, já que doença exige um tratamento longo
Entretanto, a entrevista inicial de diagnóstico da tuberculose, feita com o profissional de saúde, pode fazer o paciente aderir ao tratamento e se conscientizar da sua importância. Foi o que constatou Roberta Andrea de Oliveira, em sua dissertação de mestrado, defendida na Faculdade de Saúde Pública da USP. Ela afirma que um jeito pedagógico de se comunicar e explicar sobre a doença e seu tratamento pode ser melhor compreendido pelo paciente.
Não é o que acontece na maioria das vezes. O paciente nem sempre entende o que é dito e permanece com dúvidas à respeito da doença. Além disso, alguns afirmam que receberam a notícia de modo muito direto, sem maiores explicações. Para os profissionais da saúde, a revelação do diagnóstico é um procedimento como qualquer outro. “Eles não sentem como um momento relacional que requer habilidade. O mais importante para eles é o conteúdo do que o jeito de se comunicar”, afirma Roberta."
Fonte: AUN - por Bruna Eduarda Brito
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Entrevista com Ludmila Ramos Carvalho, docente do Espaço Oliveiras - JOVEM TAMBÉM QUER SER OUVIDO SOBRE SEXO
"As informações sobre doenças sexualmente transmissíveis, importância do uso da camisinha e controle da gravidez não chegam ao jovem de forma consistente. É o que concluiu um estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP, produzido por Ludmila Ramos Carvalho. Sua intenção era saber se os jovens possuem noção da importância do uso da camisinha, tanto para prevenção da gravidez quanto das DSTs. Nesse processo, Ludmila acabou percebendo também a existência de uma falha de comunicação entre os órgãos de saúde, a escola e o jovem, que acaba correndo riscos por não ter o suporte necessário para levar uma vida sexual segura."
Fonte: Agência Universitária de Notícias
domingo, 4 de maio de 2014
PARA QUE SERVE UMA PESQUISA?
Todo aluno se pergunta por que
ele deve fazer um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ao final do curso, seja curso
de graduação ou de pós-graduação.
É
realmente uma pena que a maior parte dos alunos entenda ser apenas uma
burocracia para alcançar o título. Neste ponto, acredito ser uma falha dos
professores do curso como um todo, e não somente do professor da disciplina de
Metodologia da Pesquisa Científica.
Nossos
alunos não foram preparados, durante o ensino fundamental e médio para serem
alunos pesquisadores. O sistema educacional brasileiro possui diversas falhas,
contando apenas com o ingresso do aluno na escola e na faculdade, sem se
preocupar com a qualidade do ensino, sem se preocupar como ele vai sair de lá. Como consequência, temos alunos copistas, que
mal sabem escrever e muito menos, como buscar a solução de problemas.
No
ensino superior a carga de trabalho para o professor é bastante grande, já que
ele recebe este aluno com muitas deficiências, e neste ambiente o que se exige
do aluno é totalmente diferente. No ensino superior o aluno precisa ser
independente, autônomo, pró-ativo e resolver problemas. Mas, não é desta
maneira que ele chega lá. Ele não está pronto.
Sendo
assim, para que este aluno do ensino superior compreenda para que ele vai fazer
um TCC, todos os professores envolvidos no curso deveriam conduzir suas
disciplinas para um processo ensino/pesquisa, e não reproduzir o que este aluno
já conhece, que é a aula conteudista. Deste modo, fica muito pesado, para um
único professor, o professor de Metodologia de Pesquisa, dar conta das
deficiências dos ensinos fundamental, médio e superior (todos conteudistas), e
acreditar que em um ano o aluno vai entender que, na verdade, estudar e
pesquisar são a mesma coisa.
Pois
bem, aqui já fica clara a primeira razão pela qual o aluno faz um TCC: estudar
e pesquisar são a mesma coisa, portanto, entende-se que ao final do curso o aluno
é capaz de propor um problema, e por meio do processo estudar/pesquisar ele irá
encontrar um resultado para o problema proposto.
A
segunda razão é pelo fato de que um conhecimento nunca está acabado. Se os
professores ensinassem a seus alunos que os livros e materiais que eles usam
para se formarem são, na verdade, fruto de pesquisas, talvez eles
compreendessem melhor.
O
aluno precisa compreender que o que ele estuda hoje não é o mesmo que alunos de
dez anos atrás estudaram e nem será o mesmo que alunos estudarão futuramente,
daqui dez anos. Isso porque o conhecimento vai sendo atualizado por meio de
pesquisas que são realizadas. O mais importante é o aluno compreender que
quando ele se forma em uma profissão, entende-se que ele possui conhecimento
suficiente para identificar falhas ou pontos a serem melhorados na sua própria
área. Desta forma, ele sabendo pesquisar, poderá propor problemas a serem
desenvolvidos, e assim, por meio da publicação de seus achados, irá contribuir
para a atualização da sua área. Quem sabe um dia, os futuros alunos da sua
área, estejam usando um livro seu na graduação? Por que não?
O
TCC nada mais é do que isso. É a compreensão de que estudar será uma constante
em nossas vidas. Que sempre teremos de estudar, e que estudar e pesquisar são a
mesma coisa, já que estaremos à busca da solução de um problema que não sabemos
resolver. Isso é para a vida toda, pois sempre teremos problemas que não
saberemos resolver, até o dia de nossa morte. Não existe um único ser humano na
face da terra que saiba tudo.
O
TCC é também a compreensão de que os conhecimentos não estão prontos, nem acabados,
que muita coisa virá pela frente. É compreender que o que estudamos hoje vai
mudar para melhor com o tempo.
É
muito triste ver que nossos alunos, na realidade, acabam por não entender o que
é estudar e acabam acreditando que eles não possuem nenhuma responsabilidade no
avanço da área que estudaram, nem na melhoria do mundo como um todo. É muito
triste ver que quando um aluno diz “o TCC não serve para nada” ele está, na
realidade, dizendo “estou neste mundo, mas não sei para que vim”.
sábado, 19 de abril de 2014
Ensino/Aprendizagem pela Emoção
Esta semana aconteceu a última
aula de uma disciplina minha em uma das faculdades que trabalho. O curso é de
pós-graduação e, por isso, prefiro não trabalhar com prova no último dia de
aula. Acredito que a reflexão de um aluno de pós deva ser mais profunda e prova
nenhuma conseguiria garantir esta profundidade.
Penso
que, em um curso de pós, devo garantir que o aluno aprendeu a aprender e a
solucionar problemas. Não é necessário que ele tenha tudo decorado na última
aula, mas que saiba como, quando e onde buscar a informação necessária, bem
como elaborar a ação devida e aplicá-la efetivamente.
Para
isso, uma das estratégias que mais utilizo é o uso da emoção nas aulas. Não
abro mão, de maneira alguma, dos alunos trazerem suas experiências pessoais,
produzirem projetos, fazerem seminários e criarem portfólios. A produção é
intensa durante toda a disciplina. No entanto, uma exigência que faço é que
todos estes trabalhos desenvolvidos contenham as sensações e sentimentos que os
conteúdos provocaram neles. Que eles possam refletir sobre o que cada dia de
aula proporcionou de modificação em suas estruturas mentais.
Uma
aluna minha, neste último dia de aula, apresentou um portfólio muito especial para
os demais alunos. Aqui, atrevo-me a publicar suas frases [que foram registradas
nos slides que passou em sala] e a colocar, eu mesma, em negrito aquilo que
devemos suscitar nos alunos:
“Durante
as aulas, esse conteúdo se tornava mais
especial e fui me identificando
mais. No dia a dia, podemos nos conhecer
melhor, nós alunas, e ir para a
Faculdade ficou mais prazeroso. Vou
levar comigo todas essas aulas, e não
vou esquecer do dia da apresentação do nosso seminário, como foi especial [...], e me mostrou que sou capaz de ir muito longe,
que mesmo “enferrujada”, isso é possível. E certeza que isso deu um grande incentivo para querer sempre
mais” (Mota, 2014).
Em
seu último slide, ela apresenta como Resumo das Aulas o seguinte:
“A
mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original” (Albert
Einstein).
“Sempre
aprendemos algo a cada dia” (Mota, 2014).
Objetivo
alcançado! E não é à toa que hoje, estou aqui, no Parque da Água Branca para
produzir este texto. Além de oferecermos este tipo de aprendizagem para nossos
alunos, também temos que proporcionar o mesmo para nós mesmos. Confesso que
escrever podendo ver, sentir o cheiro e ouvir os sons da natureza, trás um
sentido totalmente diferente para a atividade que fazemos.
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