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sábado, 6 de agosto de 2016

Medo do TCC? 5a. Dica

Dando sequência à série de dicas que temos para você, vamos à ...
5a. dica: ESCOLHER BEM O MÉTODO

Recapitulando: você já entendeu a estrutura de um trabalho científico, já fez um levantamento bibliográfico, já definiu um tema para investigar, e a partir desse tema, elaborou uma pergunta.
Então agora pense: qual a melhor forma de respondê-la?
Esse “melhor” pode ser em vários sentidos. 
Deve se referir não só ao quanto é pertinente o método, mas também à sua disponibilidade de colocá-lo em prática.
Talvez você não tenha muito tempo. Talvez você não possa se deslocar muito para buscar sua resposta. Talvez você não entenda nada de estatística. Talvez você seja tímida e não se sinta tranquila para conversar com pessoas que não conhece.
O que tudo isso tem a ver?
Ora, existem diferentes métodos de pesquisa, e cada um exige algumas coisas. Entrevistas exigem contato com pessoas que você talvez não conheça; pesquisa de campo exige que você se desloque aos locais que deseja observar, e esses locais podem ser distantes, pesquisa quantitativa exige conhecimentos de estatística, e assim por diante.



O melhor método para responder a sua pergunta será aquele que mais se adeque a seu perfil de pesquisadora, a sua disponibilidade, e ao tempo que tem para elaboração.



Nesse momento, portanto, fazer uma boa escolha metodológica pode definir o sucesso do seu trabalho.

Acompanhe nossas dicas também em vídeo, e inscreva-se no canal para não perder as novidades!










sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Medo do TCC? 4a. Dica

Por: Ludmila R. Carvalho

Se você vem seguindo nossas dicas, até o momento você já: leu e aprendeu a reconhecer um trabalho científico, já elaborou sua pergunta de partida, já fez um primeiro levantamento das referências sobre o tema que quer discutir.
Então é hora de partir para a...

Dica #4
FOCO NA ESTRUTURA

Todo trabalho acadêmico tem uma estrutura. É como uma espinha dorsal a partir da qual será desenvolvido o texto.
E, como numa receita de bolo, existem os ingredientes e uma sequencia para o preparo.



Você certamente aprendeu em algum momento na escola a elaborar uma redação. E, mais especificamente, como escrever um tipo específico que se chama dissertação.
Então, deve lembrar-se que o texto tem uma estrutura, tem começo, meio e fim.

Ou seja:
  • Introdução
  • Desenvolvimento
  • Conclusão
Basicamente, os trabalhos científicos, como o TCC, tem essencialmente o mesmo formato. 
Basta lembrar que na primeira parte devem estar os elementos básicos do seu trabalho: a fundamentação teórica (autores e autoras que já escreveram sobre o assunto), a sua pergunta, os seus objetivos (o que você pretende com esse estudo), sua hipótese (como você imagina responder a sua pergunta inicial) e a justificativa (porque esse trabalho é importante e para quem).

Na segunda parte, você explicita o método utilizado, e sobre isso vamos falar mais no próximo texto.

E, na terceira parte é onde o seu trabalho realmente vai se diferenciar de todos os outros, e vai trazer uma contribuição nova.
Ou seja, você vai analisar os resultados, interpretá-los.
É nesse momento que você vai dizer o que encontrou em sua pesquisa, vai apontar o que foi mais significativo e relevante. E vai, também comparar o que encontrou com o que as outras autoras e autores  já escreveram.

É claro que, se você está ainda no início, você só chega até a 2a parte.
A última etapa vai ser desenvolvida só depois que você for a campo, ou seja, realizar a pesquisa propriamente dita.

Continue acompanhando nossos textos para superar o desafio do TCC e conseguir elaborar um bom trabalho!
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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Medo do TCC? 3a. Dica

Por: Ludmila R. Carvalho

Dando sequência a nossa série de textos e vídeos para ajudar você com seu TCC, apresentamos a ...


Dica #3

FAÇA UMA BOA BUSCA BIBLIOGRÁFICA


Em nosso trabalho nunca vamos partir do zero. Outras pessoas, já escreveram sobe o tema que queremos discutir, e para prosseguir produzindo conhecimento sobre o assunto, temos que partir do ponto em que eles já chegaram.
Precisamos EMBASAR nossas discussões, ou seja, apresentar uma base teórica sobre a qual vamos apresentar nossas questões, discussões e, por fim, as conclusões.

Então quer dizer que não posso criar nada novo, tenho que apenas reproduzir o que já falaram?

Não, não significa isso!

Significa que o conhecimento elaborado por outras (os) autores tem que ser levado em consideração, para que, a partir dele, você possa apresentar suas considerações.

Daí você poderá ir mais além, aprofundar os conhecimentos já construídos por outras (os), senão vai apenas ficar repetindo o que todo mundo já sabe, certo?

Agora, o mais importante: Como e onde encontrar esses autores?

Bom, se você já tem uma pergunta em mente, ela está inserida dentro de um tema, faz parte de um agrande área.
Por exemplo, se minha pergunta é "como pode ser feita a inclusão para Surdos no ensino público fundamental", eu tenho aí uma Grande área que é a Educação, sua subdivisão que é a Educação Inclusiva.
Vou procurar as (os) autoras (es) mais importantes que falem sobre isso. Quem são elas (es)?

Depois, tenho fazer uma busca mais específica. Que outros temas são abordados, nesse caso?
Surdez e Ensino Fundamental? Preciso buscar também autoras (es) que já tenham abordado esses assuntos.

Ou seja, é preciso ler e conhecer um pouco mais sobre o assunto que se deseja discutir, e escrever sobre ele apresentando trabalhos importantes e consistentes que já tenham sido realizados antes.
Aí, a partir disso, é possível apresentar, de fato, uma contribuição nova e consistente.
E, para isso, é importante buscar os livros, e também as bases de dados científicas como Scielo, LILACS, ou mesmo o Google Acadêmico.

Continue acompanhando a série, que teremos mais dicas!



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #7: Convite


Vamos Conversar sobre Mobilidade?

Você que acompanhou a sequência de vídeos sobre Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, e já baixou o e-book, agora terá oportunidade de conversar com as profissionais do Instituto Espaço Oliveiras!
Isso mesmo!


Será um webinário, no dia 04 de agosto, as 19h, em que você poderá conversar ao vivo com a profa. Giselle Skatauskas, e outras profissionais do IEO.

Você pode, também, enviar suas dúvidas e perguntas antecipadamente para que a professora possa responder.
Neste link você pode se inscrever, e encontrar mais informações.


Veja abaixo o vídeo de convite, aproveite para se inscrever no canal do Youtube  não perder as próximas atividades






quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #6: Um presente Especial

 


Você que acompanhou os vídeos da série Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, agora pode baixar gratuitamente este e-book exclusivo para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.

É um material produzido com muito carinho pela equipe do Instituto Espaço Oliveiras.

Faça o download clicando na imagem ao lado, e entre em contato conosco para dizer o que achou do material.


Continue acompanhando o IEO nas redes, que teremos mais oportunidades para você.

VENHA APRENDER CONOSCO!





quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #5 - Você sabe o que é um assentamento precário?

Por: Roberta Andrea de Oliveira

Foto: Caio Miranda

Você que está acompanhando nossas séries de vídeos e textos sobre mobilidade urbana, urbanização e planejamento para saúde nas cidades, conheceu um pouco (no vídeo e texto 1) sobre o papel dos atores das cidades (todos nós) e, provavelmente, é alguém que atua profissionalmente com os excluídos sociais!
Outro tema importante para sua atuação frente ao planejamento das ações em territórios vulneráveis é o conceito de assentamento precário e suas consequências, que o tema neste nosso 5º encontro.
A expressão “assentamentos precários” foi adotada pela nova Política Nacional de Habitação (PNH) de forma a englobar numa categoria de abrangência nacional. Trata-se de conjunto de assentamentos urbanos inadequados ocupados por moradores de baixa renda, incluindo as tipologias tradicionalmente utilizadas pelas políticas públicas de habitação, tais como: cortiços, loteamentos irregulares de periferia, favelas e assemelhados, bem como os conjuntos habitacionais que se acham degradados.
Os assentamentos precários são, portanto, porções do território urbano com dimensões e tipologias variadas, que têm em comum:
  • o fato de serem áreas predominantemente residenciais, habitadas por famílias de baixa renda.
  • a precariedade das condições de moradia, caracterizada por inúmeras carências e inadequações, tais como: irregularidade fundiária; ausência de infraestrutura de saneamento ambiental; localização em áreas mal servidas por sistema de transporte e equipamentos sociais; terrenos alagadiços e sujeitos a riscos geotécnicos; adensamento excessivo, insalubridade e deficiências construtivas da unidade habitacional.
  • a origem histórica, relacionada às diversas estratégias utilizadas pela população de baixa renda para viabilizar, de modo autônomo, solução para suas necessidades habitacionais, diante da insuficiência e inadequação das iniciativas estatais dirigidas à questão, bem como da incompatibilidade entre o nível de renda da maioria dos trabalhadores e o preço das unidades residenciais produzidas pelo mercado imobiliário formal.

O Brasil tem hoje cerca de 80% da população vivendo nas cidades. Este crescimento da população foi acompanhado do agravamento dos problemas ambientais e das desigualdades socioespaciais. Nos principais centros metropolitanos de 20% a 40% da população total reside em favelas.
De acordo com o Censo de 2010, as áreas conhecidas como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos ou palafitas, abrigam os lares de 6% da população brasileira, aproximadamente 12.000.000 de domicílios nessas áreas.
Você sabia que na região Sudeste, cerca de 50% da população vive em favelas sendo 23,2% em São Paulo e 19,1% no Rio de Janeiro?
O texto Constitucional, em 2000, inseriu o conceito do direito à moradia como direito social. No entanto, inúmeras dúvidas surgem. O Brasil está conseguindo combater o problema da moradia? Há políticas públicas adequadas para o enfrentamento da questão urbana? Quais as relações de poder envolvidas neste cenário?
Você, enquanto profissional que atua neste cenário, quais as melhores ações para a garantia de qualidade de vida mínima da população excluída e para o restabelecimento da garantia de seus direitos?

Veja mais um vídeo dessa série, e participe, comentando.


Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #5 - Assentamento precário 

Bibliografia:
BRASIL. Ministério das Cidades (2010).
DENALDI, Rosana. In: ROSA, J. S; DENALDI, R. (Orgs) (2009).
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).