Você que acompanhou a sequência de vídeos sobre Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, e já baixou o e-book, agora terá oportunidade de conversar com as profissionais do Instituto Espaço Oliveiras!
Isso mesmo!
Será um webinário, no dia 04 de agosto, as 19h, em que você poderá conversar ao vivo com a profa. Giselle Skatauskas, e outras profissionais do IEO.
Você pode, também, enviar suas dúvidas e perguntas antecipadamente para que a professora possa responder.
Neste linkvocê pode se inscrever, e encontrar mais informações.
Veja abaixo o vídeo de convite, aproveite para se inscrever no canal do Youtube não perder as próximas atividades
Você que acompanhou os vídeos da série Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde, agora pode baixar gratuitamente este e-book exclusivo para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.
É um material produzido com muito carinho pela equipe do Instituto Espaço Oliveiras.
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Você que está acompanhando nossas séries de vídeos e textos
sobre mobilidade urbana, urbanização e planejamento para saúde nas cidades,
conheceu um pouco (no vídeo e texto 1) sobre o papel dos atores das
cidades (todos nós) e, provavelmente, é alguém que atua profissionalmente com
os excluídos sociais!
Outro tema importante para sua atuação frente ao
planejamento das ações em territórios vulneráveis é o conceito de assentamento
precário e suas consequências, que o tema neste nosso 5º encontro.
A expressão “assentamentos precários” foi adotada pela nova
Política Nacional de Habitação (PNH) de forma a englobar numa categoria de
abrangência nacional. Trata-se de conjunto de assentamentos
urbanos inadequados ocupados por moradores de baixa renda, incluindo as tipologias
tradicionalmente utilizadas pelas políticas públicas de habitação, tais como:
cortiços, loteamentos irregulares de periferia, favelas e assemelhados, bem como
os conjuntos habitacionais que se acham degradados.
Os assentamentos precários são, portanto, porções do
território urbano com dimensões e tipologias variadas, que têm em comum:
o fato de serem
áreas predominantemente residenciais, habitadas por famílias
de baixa renda.
a precariedade das condições de moradia,
caracterizada por inúmeras carências e inadequações, tais como: irregularidade fundiária; ausência
de infraestrutura de saneamento ambiental; localização em áreas mal servidas por sistema de transporte e
equipamentos sociais; terrenos alagadiços e sujeitos a riscos geotécnicos;
adensamento excessivo, insalubridade e deficiências
construtivas da unidade habitacional.
a origem
histórica, relacionada às diversas estratégias utilizadas pela população de
baixa renda para viabilizar, de modo autônomo, solução para suas necessidades
habitacionais, diante da insuficiência e inadequação das iniciativas estatais
dirigidas à questão, bem como da incompatibilidade
entre o nível de renda da maioria dos trabalhadores e o preço das unidades
residenciais produzidas pelo mercado imobiliário formal.
O Brasil tem hoje cerca de 80% da população vivendo nas
cidades. Este crescimento da população foi acompanhado do agravamento dos
problemas ambientais e das desigualdades socioespaciais. Nos principais centros
metropolitanos de 20% a 40% da população total reside em favelas.
De acordo com o
Censo de 2010, as áreas conhecidas como favelas, invasões, grotas, baixadas,
comunidades, vilas, ressacas, mocambos ou palafitas, abrigam os lares de 6% da
população brasileira, aproximadamente 12.000.000 de domicílios nessas áreas.
Você
sabia que na região Sudeste, cerca de 50% da população vive em favelas sendo 23,2%
em São Paulo e 19,1% no Rio de Janeiro?
O texto Constitucional, em 2000, inseriu o conceito do direito à moradia como direito social. No entanto,
inúmeras dúvidas surgem. O Brasil está conseguindo combater o problema da
moradia? Há políticas públicas adequadas para o enfrentamento da questão
urbana? Quais as relações de poder envolvidas neste cenário?
Você, enquanto profissional que atua neste cenário,
quais as melhores ações para a garantia de qualidade de vida mínima da
população excluída e para o restabelecimento da garantia de seus direitos?
Veja mais um vídeo dessa série, e participe, comentando.
Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #5 - Assentamento precário
Bibliografia:
BRASIL. Ministério das Cidades (2010).
DENALDI, Rosana. In: ROSA, J. S;
DENALDI, R. (Orgs) (2009).
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).
Este é o nosso 4º material
sobre o tema e esperamos contribuir para as suas reflexões frente a sua
atuação na promoção de saúde nas cidades. Você deve estar percebendo que não importa sua formação inicial, não importa em que
setor trabalha e não importa que função específica exerça. Ou seja, o
olhar para a saúde nas cidades é interdisciplinar e
necessita de muitos atores. E se pensarmos bem, todos temos o papel de educadores no que se refere a ambiente.
Nestes tempos em que a
informação assume um papel cada vez mais relevante, ciberespaço, multimídia,
internet e educação para a cidadania representam a possibilidade de motivar e
sensibilizar as pessoas para transformar as diversas formas de participação na
defesa da qualidade de vida. Nesse sentido cabe destacar que a educação
ambiental assume cada vez mais uma função transformadora, na qual a corresponsabilização
dos indivíduos torna-se um objetivo essencial para promover um novo tipo de
desenvolvimento – o desenvolvimento sustentável.
Entende-se, portanto, que a
educação ambiental é condição necessária para modificar um quadro de crescente
degradação socioambiental, mas ela ainda não é suficiente, se converte em “mais uma ferramenta de mediação necessária
entre culturas, comportamentos diferenciados e interesses de grupos sociais
para a construção das transformações desejadas” (Tamaio, 2000, p. 9). O educador tem a função de
mediador na construção de referenciais ambientais e deve saber usá-los como
instrumentos para o desenvolvimento de uma prática social centrada no conceito
da natureza. Você se sente um educador em atuação
em seu território de trabalho?
O conceito de desenvolvimento
sustentável surge para enfrentar a crise ecológica e está relacionada com a crítica ambientalista
ao modo de vida contemporâneo. Tem como pressuposto a existência de
sustentabilidade social, econômica e ecológica.
Estas dimensões explicitam a
necessidade de tornar compatível a melhoria nos
níveis e qualidade de vida com a preservação ambiental. Surge para dar
uma resposta à necessidade de harmonizar os processos ambientais com os
socioeconômicos, maximizando a produção dos ecossistemas para favorecer as
necessidades humanas presentes e futuras. A maior virtude dessa abordagem é
que, além da incorporação definitiva dos aspectos ecológicos no plano teórico,
ela enfatiza a necessidade de inverter a tendência autodestrutiva dos processos
de desenvolvimento no seu abuso contra a natureza (Jacobi, 1997).
A tarefa de
encontrar soluções mediatas e imediatas para o mal-estar urbano não deve estar
localizada apenas nas mãos de planejadores e do estado, mas sim corrigido com a
participação e fiscalização de amplos setores e sujeitos envolvidos no processo
de construção social do espaço urbano. Dessa forma, reunir amplos e complexos
setores da sociedade com interesses opostos exigirá lutar com interesses gerais
e particulares.
Para as elites
econômicas, as habitações necessitam ser autossuficientes, precisam estar fora
do mundo que a industrialização criou. A “segurança” é pensada para que o
“mundo marginal” não penetre no seu espaço; portanto, no seu mundo.
A arquitetura,
aos olhares do senso comum apenas concreto e beleza plástica ou feiura
estética, o modelo e as construções, as ruas como estão alinhadas, as moradias
onde estão localizadas e quem nelas habita, muito mais do que a aparência pode
revelar, serve a um propósito que afirma o sistema político que a cidade e seus
habitantes acolhem.
Concretamente,
a ocupação urbana desordenada, a industrialização, as novas introduções
tecnológicas, fruto da radicalização do capitalismo (reestruturação produtiva
do capital), visando ao lucro e não ao bem-estar do homem, destroem relações
culturais e sociais solidárias.
Outra face
desse debate que deve ser colocada é o entendimento que se tem de planejamento
para as cidades; razão pela qual, a incógnita permanece: como melhoraremos a vida nas cidades?
Imediatamente pensamos apenas no econômico, pura e simplesmente, ou melhor,
pensamos em modelos já em fase de superação, como a industrialização urbana
moderna que separa o homem e a natureza, sem amparo das dimensões transversais
das necessidades humanas. O homem é natureza, compreendida a relação filosófica
que a afirmação encerra e ao mesmo tempo entendida a racionalidade que
diferencia seres vivos.
Portanto, o
“planejamento” das cidades deve levar em conta o meio ambiente como parte
inseparável do planejamento
sócio-econômico-cultural e histórico. É isso que se pretende que sejam
as Conferências que se propõem a discutir sobre as cidades: a justa medida do
debate com os conflitos sociais que emanam de um sistema social de desigualdades.
A
gestão urbana deve diminuir as desigualdades através de uma maior participação
popular e melhor distribuição de renda, desse modo, devem-se inserir no
debate aqueles que sempre estiveram longe das mesas de planejamentos e
execuções das políticas públicas: o povo e
as entidades da sociedade civil organizada,
através de uma gestão legitimamente democrática.
Você que nos lê, se sente capaz para estimular este
senso de participação na população de seu território? E se eles já participam,
isso ocorre democraticamente?
O conceito de gestão urbana
expressado aqui não tem intimidade com o mesmo conceito mercadológico da vida
urbana expressado na concepção de planejadores urbanos que trataram prefeitos
como gerentes de uma grande empresa.
Não há como
não reconhecer a importância do planejamento urbano para permitir que haja uma cidade mais humana, e que seja numa sociedade que preze pelas relações democráticas e iguais
em direitos.
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e não perca o último material da série sobre os Assentamentos
Precários! Você sabe o que é isso? Será que você trabalha com a população
destes locais?
Cidade, Mobilidade e Urbanização:
Planejamento e Saúde #4 - Cidadania e Sustentabilidade nas Cidades - Qualidade
de Vida
Já estamos em nosso 3º material sobre o tema, e hoje trataremos a respeito do Planejamento Urbano e Ambiental.
No processo de urbanização o homem realiza mudanças no ambiente a fim de possibilitar sua utilização para um melhor desempenho das diversas atividades humanas. Algumas dessas mudanças vêm ocorrendo de forma desenfreada e sem o devido planejamento, considerando que o meio natural é finito. Como exemplos podemos citar o desmatamento, a erosão do solo e a poluição que ocasionam catástrofes naturais e alterações climáticas.
A urbanização implica em transformar o ambiente natural em ambiente construído. Os resíduos são despejados no meio acreditando-se que a natureza é capaz de absorver todo o entulho. As consequências ambientais dessas ações passaram a ser objeto de maior atenção por parte de governos e de organizações como um todo, elevando o grau de consciência da sociedade sobre o tema.
É importante destacar que sustentabilidade do desenvolvimento requer que se contemple a sustentabilidade da sociedade. Como podemos pensar a qualidade de vida das pessoas com quem trabalhamos diariamente, considerando este cenário?
Atualmente, o planejamento urbano vem tentando curar a marca deixada pelo crescimento desordenado das grandes cidades, com suas ocupações irregulares, inclusive em locais de preservação ambiental! Estes são os locais que a grande parcela da população que vem para a cidade encontra. As ações realizadas para tentar sanar a questão envolvem infraestrutura básica, como abastecimento de água e tratamento de esgoto. Mas, é só isso que as pessoas precisam?
O futuro das nossas cidades depende destas ações, da conscientização da população e do planejamento adequado por parte de gestores.
Tem havido um significativo avanço, nos últimos anos, no que se refere à criação e à implementação de instrumentos de planejamento urbano e ambiental. Você conhece estes instrumentos? Sabe como aplicá-los? Eles dão conta da necessidade de cada território e suas especificidades? Como enfrentar estes problemas?
Para complementar a leitura, assista a Profa. Giselle Bangoin! Inscreva-se em nosso canal do Youtube para acompanhar nossos materiais!
Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #3 - Planejamento Urbano e Ambiental
Dando sequência aos nossos textos e vídeos sobre o
tema “Cidade, Mobilidade e
Urbanização: Planejamento e Saúde”, hoje, com nosso 2º assunto, vamos tratar da
Mobilidade Urbana e Humana.
Você que acompanhou o 1º assunto sobre Atores das Cidades
e que, provavelmente, trabalha com grupos sociais excluídos, precisa conhecer
um pouco sobre a Mobilidade.
Mobilidade é
o grande desafio das cidades contemporâneas, em todas as partes do mundo. A
opção pelo automóvel - que parecia ser a resposta eficiente do século 20 à
necessidade de circulação - levou à paralisia do trânsito, com desperdício de
tempo e combustível, além dos problemas ambientais de poluição atmosférica e de
ocupação do espaço público. Você
sabia que no Brasil, a frota de automóveis e motocicletas teve crescimento de
até 400% nos últimos dez anos?
Mobilidade urbana sustentável envolve a implantação de sistemas sobre trilhos, como
metrôs, trens e bondes modernos (VLTs), ônibus "limpos", com
integração a ciclovias, esteiras rolantes, elevadores de grande capacidade. E
soluções inovadoras, como os teleféricos de Medellin (Colômbia), ou sistemas de
bicicletas públicas, como os implantados em Copenhague, Paris, Barcelona,
Bogotá, Boston e várias outras cidades mundiais.
Por
fim, a mobilidade urbana também demanda calçadas confortáveis, niveladas, sem
buracos e obstáculos, porque um terço das viagens realizadas nas cidades
brasileiras é feita a pé ou em cadeiras de rodas.
Somente
a requalificação dos transportes públicos poderá reduzir o ronco dos motores e
permitir que as ruas deixem de ser "vias" de passagem e voltem a ser
locais de convivência.
A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da
população no espaço geográfico das cidades e é preciso lembrar que a qualidade
e o tempo deste deslocamento interferem diretamente sobre a saúde da população. O termo é geralmente empregado para
referir-se ao trânsito de veículos e também de pedestres, seja através do
transporte individual (carros, motos, etc.), seja através do uso de transportes
coletivos (ônibus, metrôs, etc.).
Nos
últimos anos, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem se acirrando
cada vez mais, haja vista que a maior parte das grandes
cidades do país vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir
a quantidade de congestionamentos ao longo do dia e o excesso de pedestres em
áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o
excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas
naturais e climáticos em larga escala e também nas próprias cidades, a exemplo
do aumento do problema das ilhas de calor.
A
principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao
aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização de
transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem dificuldades com a
superlotação. Esse aumento do uso de veículos como carros e motos deve-se:
à má qualidade do
transporte público no Brasil;
ao aumento da renda
média do brasileiro nos últimos anos;
à redução de impostos
por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (o que inclui os
carros);
à concessão de mais
crédito ao consumidor;
à herança histórica
da política rodoviarista do país.
Entre
as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos
especialistas, seria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da
melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito
focado na circulação desses veículos. Além disso, o incentivo à utilização de
bicicletas, principalmente com a construção de ciclovias e ciclofaixas, também
pode ser uma saída a ser mais bem trabalhada.
Outra
questão referente à mobilidade urbana que precisa ser resolvida é o tempo
de deslocamento,
que vem aumentando não só pelos excessivos congestionamentos e trânsito lento
nas ruas das cidades, mas também pelo crescimento desordenado delas, com o
avanço da especulação imobiliária e a expansão das áreas periféricas, o que
contrasta com o excessivo número de lotes vagos existentes. Se
as cidades fossem mais compactas, os deslocamentos com veículos seriam mais
rápidos e menos frequentes.
Muitas
outras soluções, além do incentivo aos transportes de massa e ao uso de
bicicletas, são mencionadas por especialistas em Urbanismo e Geografia Urbana.
Uma proposta seria a adoção dos chamados “rodízios”, o que já é empregado em
várias cidades, tais como São Paulo. Outra ideia é a adoção dos pedágios
urbanos, o que faria com que as pessoas utilizassem, em tese, menos os veículos
para deslocamentos.
Outra
proposta é a diversificação dos modais de transporte. Ao longo do século XX, o
Brasil foi essencialmente rodoviarista, em detrimento do uso de trens, metrôs e
outros. A ideia é investir mais nesses modos alternativos, o que pode atenuar
os excessivos números de veículos transitando nas ruas das grandes cidades do
país.
De
toda forma, é preciso ampliar os debates, regulamentando ações públicas para o
interesse da questão, tais como a difusão dos fóruns de mobilidade urbana e a
melhoria do Estatuto das Cidades, com ênfase na melhoria da qualidade e da
eficiência dos deslocamentos por parte das populações. Você,
possivelmente um gestor ou gestora que atua direta ou indiretamente sobre a
qualidade da saúde nas cidades, como vem desenvolvendo estratégias neste
sentido? Como vem atuando no que se refere a mobilidade?
Complemente suas reflexões com o vídeo abaixo e aproveite para se inscrever em nosso canal do Youtube para não perder os próximos:
Cidade, Mobilidade e Urbanização: Planejamento e Saúde #2 - Mobilidade Urbana e Humana